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Hospital de Base identifica pacientes com doença que mantém colesterol alto

HBDF identifica pacientes com hipercolesterolemia familiar, doença genética que eleva o colesterol desde o nascimento e aumenta risco de infarto e AVC precoces

Hospital de base monta força-tarefa para identificar pessoas com doença genética que mantém o colesterol elevado - (crédito: Divulgação / IgesDF)
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  • O Hospital de Base do Distrito Federal realizou uma força-tarefa para identificar pessoas com hipercolesterolemia familiar, doença genética que eleva o colesterol desde o nascimento e aumenta o risco de infarto e AVC precoces.
  • Pacientes previamente atendidos com alterações significativas nos níveis de colesterol foram convidados a retornar ao HBDF para nova avaliação especializada.
  • Segundo o IGES-DF, a iniciativa diagnosticou casos com lesões na pele associadas à variação homozigótica, forma rara da doença.
  • A hipercolesterolemia familiar não tem cura, mas seus efeitos podem ser mitigados com acompanhamento médico, alimentação equilibrada, atividade física e uso de medicamentos.
  • A doença apresenta duas formas: heterozigótica, mais comum (cerca de uma em cada duzentas e cinquenta pessoas), e homozigótica, mais rara e agressiva, que pode surgir na infância e apresentar xantomas.

O Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) realizou uma força-tarefa para identificar pacientes com hipercolesterolemia familiar (HF), doença genética que eleva o colesterol desde o nascimento e aumenta o risco de infarto e AVC precoces. A ação mobilizou pacientes já atendidos com alterações nos índices de colesterol.

A iniciativa, conduzida com apoio do Iges-DF, convocou pessoas para uma nova avaliação especializada. Pacientes com lesões na pele associadas à variação homozigótica foram incluídos para diagnóstico e manejo.

A HF pode ocorrer em duas formas. A heterozigótica é a mais comum, atingindo cerca de 1 em 250 pessoas, com colesterol acima de 190 mg/dL. A homozigótica é mais rara e tende a se manifestar na infância, com xantomas.

O objetivo da força-tarefa é ampliar o diagnóstico, visto que a doença é hereditária. Identificar um portador leva à investigação de familiares, possibilitando tratamento precoce e redução de mortes.

Ainda sem cura, a HF pode ser controlada com acompanhamento médico, alimentação balanceada, atividade física regular e farmacoterapia recomendada. A recomendação é buscar avaliação em UBS para casos com colesterol persistentemente alto.

A entidade ressalta que a subnotificação é uma preocupação entre especialistas. Estima-se que muitos casos não aparecem nos registros oficiais, o que reforça a importância de ações de detecção.

A campanha do HBDF enfatiza a importância de diagnóstico e tratamento precoces, especialmente para aqueles com histórico familiar da doença ou sinais como xantomas. A intervenção busca reduzir riscos cardiovasculares a longo prazo.

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