- Tempo seco e frio aumentam irritação ocular e circulação de vírus, elevando o risco de conjuntivite, especialmente no outono e no inverno; o Conselho Brasileiro de Oftalmologia estima que cerca de 20% da população tenha alergia ocular.
- Existem três tipos de conjuntivite: viral (mais comum e contagiosa), bacteriana (secreção mais espessa) e alérgica (não contagiosa, com coceira).
- Automedicação é comum e pode piorar o quadro; é importante buscar avaliação oftalmológica.
- Crianças costumam ser mais vulneráveis à transmissão, por levar as mãos aos olhos e compartilhar objetos em escolas.
- Medidas de prevenção: evitar tocar os olhos, não compartilhar itens pessoais, manter boa higiene das mãos, cuidar de ambientes fechados e de ar-condicionado, evitar coçar os olhos; para alívio, compressas frias, lavagem com água filtrada ou soro fisiológico gelado, colírios lubrificantes indicados pelo médico e suspender maquiagem e lentes de contato durante o quadro.
O tempo seco e as temperaturas mais baixas elevam as irritações oculares e aumentam a circulação de vírus respiratórios, o que eleva o risco de conjuntivite. Dados do Conselho Brasileiro de Oftalmologia indicam que cerca de 20% da população sofre com algum tipo de alergia ocular, situação que pode se intensificar no outono e no inverno.
A prática comum de associar conjuntivite apenas ao frio não procede: o período frio oferece um ambiente favorável para vírus e irritantes, ampliando casos de conjuntivite viral, muito contagiosa, e de alergias oculares. A explicação é simples: ar mais seco irrita os olhos e facilita a transmissão de agentes patogênicos.
Os diferentes tipos de conjuntivite
Entre os tipos mais relevantes, a conjuntivite viral é a mais frequente e contagiosa, com olhos vermelhos, lacrimejamento abundante e secreção aquosa. A forma bacteriana costuma apresentar secreção espessa, amarelada ou esverdeada. A conjuntivite alérgica, por sua vez, não é contagiosa e gera coceira intensa, ardência e irritação.
É comum ocorrer automedicação ou uso de colírios indicados por terceiros, o que pode piorar o quadro ou mascarar doenças graves. O ideal é buscar avaliação oftalmológica para diagnosticar o tipo correto e orientar o tratamento adequado. Crianças costumam ser mais vulneráveis à transmissão, devido a hábitos de levar as mãos aos olhos e ao compartilhamento de objetos em escolas.
Como se prevenir
Pequenas mudanças na rotina ajudam a reduzir bastante o risco de contaminação neste período. Evitar levar as mãos aos olhos é uma das mais eficazes medidas de prevenção, já que as mãos são uma via comum de transmissão.
Não compartilhar objetos pessoais, como toalhas, fronhas, maquiagem, colírios e lenços, também reduz o contágio. A higiene das mãos deve ser reforçada, com lavagens frequentes ao longo do dia. Em ambientes com tempo seco, ventiladores e ar-condicionado podem piorar a irritação ocular.
Evitar coçar os olhos é essencial, pois o ato pode aumentar a irritação e o risco de infecção. Além disso, durante o quadro, suspender maquiagem e uso de lentes de contato facilita a recuperação.
Medidas para alívio e conduta
Compressas frias ajudam a aliviar desconforto, assim como a lavagem dos olhos com água filtrada ou soro fisiológico gelado. Colírios lubrificantes, indicados pelo oftalmologista, podem ser utilizados conforme orientação profissional. Buscar avaliação médica é imprescindível para orientar o tratamento adequado. Evitar automedicação e reduzir a transmissão para outras pessoas também são orientações-chave.
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