- O uso prolongado de aquecedores pode ressecar o ar e piorar rinite, tosse seca e irritações respiratórias.
- O ar seco compromete a função das mucosas que filtram, aquecem e umidificam o ar, aumentando crises inflamatórias e infecções.
- Em crianças, o quadro pode incluir roncos, respiração pela boca e tosse noturna; cuidados devem ser redobrados em quartos infantis e ambientes de idosos.
- Modelos com resistência elétrica e ventilação forçada costumam ser mais agressivos; aquecedores a óleo ou com controle de temperatura tendem a causar menos impacto.
- Dicas: manter a umidade, usar água ou toalhas úmidas, ventilar o ambiente, evitar usar o aparelho a noite inteira, manter a temperatura próxima de 22 °C no quarto infantil, e beber mais água.
O uso prolongado de aquecedores pode ressecar o ar e piorar crises respiratórias durante o outono e o inverno, alertam otorrinolaringologistas. O foco está em rinite, sinusite, asma e outras alergias. Pesquisas destacam que o ressecamento compromete as mucosas responsáveis por filtrar, aquecer e umidificar o ar.
Dra. Roberta Pilla, otorrinolaringologista, explica que o principal problema é o ressecamento do ar. Quando a barreira mucosa falha, aumenta o risco de inflamações e infecções respiratórias, segundo a especialista.
Entre os sinais comuns estão nariz entupido, tosse seca, garganta irritada e irritação ocular. Em crianças, pode haver ronco, respiração pela boca e tosse noturna persistente. Esses quadros costumam aparecer com o uso contínuo de aquecedores.
Como usar aquecedores com segurança
Todos os modelos reduzem a umidade do ambiente, mas alguns são mais agressivos. Equipamentos com resistência elétrica e ventilação forçada costumam intensificar o ressecamento. Modelos a óleo ou com controle de temperatura causam menos impacto, ainda assim exigem cuidado.
Dra Maura Neves ressalta a importância de equilibrar conforto térmico e proteção à saúde. O ar seco pode favorecer lesões, sangramentos e infecções como sinusite, laringite e bronquite quando usado sem medidas de proteção.
Para reduzir problemas, é recomendado manter ambientes com ventilação, usar água ou toalhas úmidas no ambiente, e evitar ligar o aparelho durante a madrugada. A temperatura ideal em dormitórios infantis fica em torno de 22 °C, com umidade entre 40% e 60%.
Cuidados específicos incluem limpar filtros regularmente, optar por aparelhos com controle de temperatura e abrir janelas para renovação do ar ao longo do dia. Hidratação e lavagem nasal com soro fisiológico também são sugeridas pelos especialistas.
Especialistas destacam que, com medidas simples, é possível manter o conforto sem prejudicar nariz, garganta e pulmões. O aquecedor pode ser aliado quando utilizado de forma responsável e consciente.
Para famílias com crianças e idosos, a recomendação é redobrar os cuidados, evitando uso contínuo durante a noite e mantendo a casa bem ventilada ao longo do dia.
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