- Uma pessoa americana testou positivo para o hantavírus da cepa Andes, na data de dez de maio, em um caso humano conhecido.
- A Organização Mundial da Saúde afirma que o risco à saúde pública continua baixo, apesar de a origem do surto parecer familiar aos primeiros dias da pandemia de COVID-19.
- A pandemia anterior deixou impactos emocionais e físicos no sistema de saúde dos EUA, com entre cinco e sete por cento dos adultos vivenciando long COVID.
- Pesquisadores dizem que o tema é “especialmente alarmante” após traumas coletivos, e que a desinformação sobre hantavírus complica o manejo da ansiedade.
- Especialistas orientam evitar doomscrolling excessivo, buscar fontes confiáveis e, se necessário, apoiar-se em rede de apoio ou profissionais de saúde mental.
A bordo de um navio de cruzeiro, houve um surto de hantavírus na semana passada, resultando em várias mortes entre passageiros. No dia 10 de maio, um passageiro americano testou positivo para a cepa Andes, a única hantavírus conhecida por se spread entre pessoas. A confirmação ocorreu enquanto autoridades avaliam a evolução do caso.
Apesar da avaliação da Organização Mundial da Saúde de que o risco público do vírus permanece baixo, o episódio reascende memórias da fase inicial da pandemia de COVID-19, especialmente após o surto a bordo de um navio similar em fevereiro de 2020, que infectou centenas de pessoas. As autoridades de saúde enfatizam a diferença na transmissibilidade entre hantavírus e coronavírus ou gripe.
A crise de saúde pública atual já pesa sobre a infraestrutura e a força de trabalho do setor. Dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças e do NIH indicam que uma parcela relevante da população sofre de COVID prolongada, com impactos em múltiplos sistemas do corpo e impacto na vida cotidiana. Esse histórico influencia a percepção pública diante do novo surto.
Contexto epidemiológico e psicológico
O surgimento recente de hantavírus é considerado um evento grave, mas não configura começo de pandemia, segundo especialistas da OMS. Medidas de vigilância e de resposta continuam sendo acompanhadas por autoridades sanitárias, que ressaltam a menor facilidade de transmissão comparada a vírus respiratórios conhecidos.
Especialistas destacam que o hantavírus exige contato próximo e prolongado para transmissão entre pessoas, diferentemente de vírus como influenza ou COVID-19. O foco permanece em monitorar casos, identificar contatos próximos e evitar pânico desnecessário em meio a uma cobertura intensa de notícias.
Impactos emocionais e estratégias de enfrentamento
Especialistas em saúde mental apontam que a ansiedade associada ao surto pode ressurgir em quem viveu traumas durante a COVID-19. A exposição contínua a notícias de doença, perda e isolamento pode manter o sistema nervoso em alerta. Em paralelo, medidas de coping variam entre distanciamento emocional e busca de apoio profissional.
Para reduzir a ansiedade, recomenda-se limitar a checagem de notícias a uma ou duas vezes ao dia, buscar fontes confiáveis e manter perspectiva sobre que nem toda manchete indica nova pandemia. Em casos de ansiedade extrema, é aconselhável apoiar-se em rede de apoio e, se necessário, profissionais de saúde mental.
Impacto social e informações úteis
A cobertura midiática sobre o surto tem levado alguns usuários a expressar receios em plataformas de redes sociais, além de temores sobre desinformação. Especialistas reiteram a importância de informações verificadas, evitando sensacionalismo, e lembram que manter o foco em medidas preventivas e orientações de autoridades públicas ajuda a reduzir a ansiedade coletiva.
Contribuição: Sara Moniuszko
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