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Estrada Leh-Manali de 479 km cruza 5 passagens acima de 4.000 m no Himalaia

Leh-Manali Highway, com 479 km de extensão, cruza cinco passagens acima de 4.000 metros, impondo isolamento extremo e desafios de aclimatação

Rodovia de quatrocentos e setenta e nove quilômetros que atravessa cinco passagens montanhosas – Créditos: depositphotos.com / DmitryRukhlenko
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  • A Leh-Manali Highway tem 479 km e conecta Manali a Leh, cruzando cinco passagens acima de quatro mil metros e oferecendo isolamento extremo no Himalaia.
  • A engenharia enfrenta o descongelamento das geleiras e deslizamentos; a agência BRO reconstrói pontes modulares todos os anos, e o asfalto é intermitente em trechos como Morey Plains.
  • A viagem é recomendada apenas no verão, entre junho e setembro, quando o gelo recua.
  • As cinco passagens são Rohtang Pass (3.978 m), Baralacha La (4.890 m), Nakee La (4.739 m), Lachulung La (5.059 m) e Taglang La (5.328 m).
  • A logística é desafiadora: não há postos entre Tandi e Karu (cerca de 365 km); motoristas precisam levar combustível extra, alimentação ocorre em dhabas, e em pontos isolados dependem de caminhoneiros ou linhas militares.

A Leh-Manali Highway tem 479 quilômetros e liga Manali, no Himachal Pradesh, a Leh, em Ladakh. A rodovia cruza cinco passes acima de 4.000 metros, oferecendo um cenário de isolamento extremo nos contrafortes do Himalaia. A via é marcada por mudanças rápidas de paisagem e condições desafiadoras.

A infraestrutura sofre com o descongelamento de geleiras e deslizamentos de terra. A agência militar BRO reconstrói pontes modulares anualmente, pois enchentes de verão destroem parte das fundações rochosas. Em trechos como Morey Plains, o asfalto cede lugar a pista de terra cercada por cânions. O governo recomenda viajar entre junho e setembro, quando o gelo recua.

Quais são os pontos altos da rota? Rohtang Pass, Baralacha La, Nakee La, Lachulung La e Taglang La compõem as cinco passagens, com altitudes que variam entre 3.978 m e 5.328 m. A paisagem muda abruptamente após Rohtang, com desfiladeiros e picos nevados, marcando a transição entre o verdeiro vale de Manali e as alturas desérticas de Ladakh.

A logística de longo alcance complica o trajeto. Dois hubs, Tandi e Karu, não têm postos de combustível entre si, em quase 365 quilômetros. Caminhões e moradores costumam transportar combustíveis em galões extras. Alimentação é fornecida por dhabas sazonais, que oferecem chá e macarrão instantâneo, em meio a acampamentos de lona.

Em pontos isolados como Pang e Sarchu, eventuais quebras dependem da ajuda de caminhoneiros ou de patrulhas militares, já que mecânicos não são comuns nesses trechos. O endurecimento do ambiente é um tema recorrente entre viajantes, que enfrentam hipoxias, frio extremo e poeira.

A Leh-Manali ultrapassa o conceito de viagem: para motociclistas e aventureiros, a travessia representa uma prova de resistência, organização e cooperação entre viajantes. A rota atrai por sua grandiosidade, desafiando limites e oferecendo uma experiência de alto custo logístico e grande recompensa visual.

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