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Jovens quenianos transformam resíduos agrícolas em filtro de exaustão premiado

Estudantes quenianos de dezessete anos vencem prêmio regional Earth Prize com o sistema HewaSafi, filtrando o escapamento com milho e casca de coco e 93,3% de redução de PM2,5

Fredrick Njoroge Kariuki, left, and Miron Onsarigo, the Hewa Safi innovators. Image courtesy of Lemmuel Agina/M-PESA Foundation Academy.
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  • Dois estudantes de 17 anos do condado Kiambu, no Quênia, venceram a edição regional africana do Earth Prize em 12 de maio com o sistema HewaSafi, um filtro de emissão veicular feito de milho e casca de coco.
  • Em testes piloto com táxis coletivos na via Thika, em Nairobi, o dispositivo reduziu 93,3% das partículas PM2,5, 42% de monóxido de carbono e 21,4% de CO₂.
  • O protótipo utiliza materiais locais, incluindo casca de coco, espiga de milho, malha de aço, cobre e algas spirulina, e custa 16.288 shillings (aproximadamente 126 dólares).
  • Vencedores regionais recebem 12.500 dólares para implementar seus planos; a votação para o Earth Prize global ocorre de 18 a 27 de maio, com anúncio em 29 de maio.
  • Os webbasos pretendem produzir 1.200 filtros em parceria com artesãos locais, testar em 200 veículos da associação de proprietários de matatus e ampliar a tecnologia pela África via franchising.

Dois estudantes de 17 anos, de Kiambu, no Quênia, foram anunciados vencedores da região África do Earth Prize 2026, em 12 de maio, por um sistema de filtração de gases de escape de veículos feito com milho e casca de coco. O projeto, batizado HewaSafi, busca reduzir a poluição do ar local sem custo elevado.

Os jovens Fredrick Njoroge Kariuki e Miron Onsarigo, alunos da M-PESA Foundation Academy, criaram o dispositivo após reconhecer os impactos da má qualidade do ar em familiares e amigos. O Earth Prize, concedido pela Earth Foundation na Suíça, envolve jovens de 13 a 19 anos que trabalham com soluções ambientais e está em sua quinta edição.

O que é o HewaSafi e como funciona

A matriz de filtração utiliza materiais locais, como cascas de coco, espeto de milho, arames de aço, cobre e componentes de baterias recicladas. Um elemento de algas spirulina participa de bioremediação, dividindo o fluxo de exaustão em cinco compartimentos para filtrar diferentes poluentes.

O teste piloto ocorreu com cinco micro-ônibus operados por uma associação local de matatus, no corredor Thika Road, em Nairobi. Sensores registraram dados a cada seis horas sob condições reais de tráfego.

Resultados e custos

Os filtros atingiram redução de 93,3% na emissão de PM2,5, além de quedas de 42% no monóxido de carbono e de 21,4% no CO2. O custo estimado do protótipo fica em torno de 16.288 shillings (aprox. US$ 126), bem abaixo dos filtros comerciais, que custam cerca de 50.000 shillings.

A comissão avaliadora destacou a combinação entre viabilidade prática, uso de material local e potencial de impacto comunitário. Os jovens planejam fabricar 1.200 filtros em parceria com artesãos locais e firmar acordo com a associação de proprietários de matatus para testar em 200 veículos.

Próximos passos e perspectivas

Agora, o HewaSafi disputa o prêmio global, com votação pública entre 18 e 27 de maio. A vencedora mundial será anunciada em 29 de maio. A dupla também visa expandir a tecnologia pela África por meio de um modelo de franquia, para levar soluções semelhantes a outras regiões.

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