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Nova Iniciativa Jaguar Rivers busca reconectar ecossistemas da América do Sul

Quatro organizações lançam a Jaguar Rivers Initiative para reconectar rios da Bacia do Paraná e ampliar a proteção de espécies e ecossistemas na América do Sul

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  • Em 2025, quatro organizações se uniram para criar a Jaguar Rivers Initiative, com o objetivo de restabelecer ecossistemas sul-americanos conectados por rios.
  • As entidades são Rewilding Argentina, Onçafari (Brasil), Nativa (Bolívia) e Fundação Moises Bertoni (Paraguai), que somam atuação em cerca de 35 mil km² protegidos.
  • O foco é criar “ark(s)”, áreas núcleo estritamente protegidas que cruzam fronteiras, com corredores e zonas de transição para conectar biomas.
  • A meta para 2030 é ampliar a proteção em pelo menos 1.200 km² e evitar cerca de 34 milhões de toneladas métricas de CO₂ por desmatamento, incêndios e mudanças de uso do solo.
  • A iniciativa planeja ligar áreas como Iberá Park e El Impenetrable, conectando também Chaco-Pantanal, Alto Pantanal e Alto Bermejo, em uma estratégia cross-border entre Argentina, Paraguai, Brasil e Bolívia.

O que é: a Jaguar Rivers Initiative, parceria entre organizações da Argentina, Brasil, Bolívia e Paraguai, foi anunciada em 2025 com o objetivo de restaurar, reconectar e proteger ecossistemas fluviais da região e transformar rios em vias de conservação.

Quem está envolvido: quatro grupos lideram o projeto: Rewilding Argentina, Onçafari do Brasil, Nativa da Bolívia e a Moises Bertoni Foundation do Paraguai. A iniciativa reúne clínicas de conservação, comunidades locais e governos para ações binacionais.

Quando e onde aconteceu: o anúncio mundial ocorreu durante a Climate Week em Nova York em 2025, com novo evento de lançamento realizado em Londres no mês anterior. A região-alvo abrange bacias que conectam Argentina, Paraguai, Brasil e Bolívia.

Por quê: o objetivo é proteger o impacto histórico da fragmentação de habitats, manter espécies-chave e criar corredores de animais entre biomas, especialmente para jaguares, antas e outras espécies ameaçadas, reduzindo riscos de incêndios, degradação e mudanças climáticas.

Como será feito: a iniciativa planeja criar “arks” — áreas núcleo estritamente protegidas que funcionam como ecossistemas completos e podem cruzar fronteiras. Essas áreas devem sustentar populações de grande porte e facilitar a movimentação de animais entre biomas.

Estrutura e ações: o conjunto de áreas abrange já cinco zonas-chave, com planos de ampliar a proteção a pelo menos 1.200 km² até 2030. Haverá zonas-tampão, corredores de passagem e áreas geridas por empresas privadas sob modelo de economia da natureza.

Impactos esperados: além da proteção de jaguares, otters gigantes e lobos guaneros, a iniciativa visa conservar espécies como anta sul-americana, paca, cervo do pampas e tamanduá, com benefícios para comunidades locais por meio de turismo ecológico e atividades sustentáveis.

Desafios e coordenação: a gestão transfronteiriça envolve compras de terras, acordos com governos e integração de planos de manejo entre os quatro países. A cooperação é vista como essencial para ampliar áreas protegidas sem perder conectividade.

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