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OMS confirma 11 casos de hantavírus em navio e alerta não há disseminação maior

OMS confirma 11 casos de hantavírus no navio MV Hondius, com três mortes; não há sinais de disseminação maior, nove são da cepa Andes

O Diretor-Geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus — Foto: REUTERS/Violeta Santos Moura
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  • A Organização Mundial da Saúde confirmou onze casos de hantavírus ligados ao surto no navio de cruzeiro MV Hondius, com três mortes.
  • A OMS afirmou não haver sinais de disseminação maior no momento, embora o ritmo possa mudar nas próximas semanas por causa do período de incubação.
  • Nesta terça-feira, uma passageira espanhola evacuada do cruzeiro testou positivo para o hantavírus, sendo o 11º caso; ela desenvolveu febre e dificuldade para respirar, mas permanece estável.
  • Nove dos onze casos correspondem à cepa Andes, uma variante rara que pode ser transmitida entre pessoas em contatos próximos.
  • A OMS mantém o risco global baixo e recomenda que passageiros evacuados permaneçam em quarentena por quarenta e dois dias, devido ao longo período de incubação.

O sistema de saúde global acompanha a evolução do surto de hantavírus a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius. A OMS confirmou 11 casos ligados ao surto, incluindo três mortes, e informou que não há sinais de disseminação maior no momento.

A entidade destacou que a confirmação foi feita pelo diretor-geral Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante coletiva realizada em Madri. A possibilidade de mudança na situação permanece, em função do período de incubação do vírus.

Nova paciente espanhola é o 11º caso. Ela foi evacuada do cruzeiro e testou positivo após entrar em quarentena em hospital militar em Madri. A paciente apresentou febre e dificuldade respiratória, mas permanece estável, sem deterioração clínica.

Situação dos casos e dados técnicos

Nove dos 11 casos confirmados pertencem à cepa Andes do hantavírus, uma variante rara que pode ter transmissão entre pessoas em contatos próximos. A transmissão ocorre, em geral, por contato com fezes, urina ou saliva de roedores contaminados.

A doença costuma apresentar febre, calafrios e dores musculares, evoluindo, em alguns casos, para insuficiência respiratória grave. Os sintomas costumam surgir entre uma e oito semanas após a exposição ao vírus.

O risco global é considerado baixo pela OMS, apesar do aumento no número de casos. Tedros recomendou que passageiros evacuados permaneçam em quarentena por 42 dias.

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