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OMS diz não haver indícios de surto maior de hantavírus

OMS não vê indícios de surto maior de hantavírus; porém, novos casos podem ocorrer por causa do longo período de incubação

Tedros Adhanom Ghebreyesus em Lyon
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  • OMS afirma não haver indícios de surto maior de hantavírus; ainda assim podem ocorrer novos casos devido ao longo período de incubação.
  • Até o momento são nove infecções confirmadas e dois casos suspeitos ligados ao cruzeiro Hondius; o vírus não se dissemina facilmente entre pessoas.
  • A organização não impõe quarentenas globais; caberá a cada país decidir como prevenir novas infecções.
  • Espanha monitora passageiros após desembarque do Hondius; Tedros agradece a cooperação do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez.
  • O hantavírus pode causar doenças graves nos pulmões ou nos rins; prevenção envolve reduzir a exposição a roedores e evitar varrer excrementos secos.

A Organização Mundial da Saúde informou que não há indícios de um surto maior de hantavírus, embora novidades não possam ser descartadas devido ao longo período de incubação do vírus. A declaração foi feita pelo diretor-geral Tedros Adhanom Ghebreyesus, em Madri, em coletiva com o premiê espanhol Pedro Sánchez. A OMS ressalta que não há imposição de quarentenas por parte da organização.

Até o momento, são nine infecções confirmadas e dois casos suspeitos ligados ao navio de cruzeiro Hondius. Autoridades afirmam que o hantavírus não se propagaria com facilidade entre pessoas, o que reduz o risco de epidemia.

España acompanha de perto os passageiros após o desembarque do cruzeiro, segundo informações da coletiva. Tedros e Sánchez destacaram cooperação entre países para monitorar a situação e prevenir novas infecções conforme necessário.

O que é hantavírus

O hantavírus pertence a uma família de vírus que causa duas doenças distintas: uma que afeta os pulmões e outra que ataca os rins. A síndrome pulmonar por hantavírus, a doença respiratória, é mais comum nas Américas, com letalidade relativamente alta.

Sintomas, diagnóstico e prevenção

Os sintomas iniciais costumam lembrar gripe, aparecendo de 1 a 8 semanas após exposição. Em dias seguintes, podem surgir tosse, falta de ar e acúmulo de fluido nos pulmões. O diagnóstico precoce é desafiador.

O tratamento não possui terapia específica; o manejo é de suporte, com hidratação, repouso e, em casos graves, suporte ventilatório. A prevenção envolve eliminar roedores de áreas humanas e evitar ações que gerem aerossol de excrementos, como varrer ou usar aspirador de pó.

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