- Estudo com quase duas mil pessoas, feito pela Escola Nacional de Veterinária de Toulouse, apontou apego médio maior entre donos de cães (acima de cinquenta e oito pontos) do que entre donos de gatos (aproximadamente cinquenta e dois).
- A diferença é atribuída à maior expressividade canina e ao contato físico frequente, em contraste com a natureza mais independente dos gatos.
- O perfil com maior apego inclui mulheres e pessoas sem filhos; houve ainda variação geográfica, com maior dependência entre tutores franceses.
- Os resultados podem orientar programas de reabilitação e terapias assistidas por animais, além de apoiar práticas de cuidado em ambientes de saúde.
- A pesquisa utiliza a Escala Lexington de Apego a Animais de Estimação para quantificar o vínculo emocional entre humanos e pets.
O nível de apego entre donos de cães se mostrou superior ao verificado entre proprietários de gatos, segundo pesquisa recente. O estudo avaliou a força dos laços afetivos com base na Escala Lexington de Apego a Animais de Estimação.
Pesquisadores da Escola Nacional de Veterinária de Toulouse realizaram entrevistas com 1.900 voluntários para mensurar o vínculo emocional com cães e gatos. Os cães alcançaram média de 58 pontos, enquanto os gatos ficaram em 52 pontos na escala.
Metodologia e principais dados
A análise comparou padrões de interação diária entre as espécies. Cães costumam demonstrar afeto de forma mais expressiva e frequente, o que pode estimular respostas de apego mais fortes no cérebro humano. Já os felinos exibem comportamento mais independente, exigindo leitura sutil de sinais de afeto.
Segundo o levantamento, o maior nível de apego ocorreu entre mulheres e pessoas sem filhos, sugerindo que o convívio com pets pode atuar como suporte emocional em diferentes fases da vida. A pesquisa aponta variações regionais, com maior dependência emocional entre tutores franceses em relação a outros países europeus.
Implicações e próximos passos
Especialistas ressaltam que entender o apego ajuda a planejar terapias assistidas por animais e programas de apoio a pacientes em diferentes contextos de saúde. Ainda não há confirmação sobre impactos diretos na saúde física, apenas correlações com padrões de cuidado e bem-estar.
O estudo aponta, por fim, que a relação com animais de estimação cumpre papel relevante no manejo de ansiedade e isolamento social, sem extrapolar essas conclusões para políticas públicas. Pesquisas futuras devem aprofundar os mecanismos neurológicos por trás do apego entre pessoas e pets.
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