- Debate sobre limites da inteligência artificial na arte ocorreu durante o São Paulo Innovation Week, com a participação de Alexandre Gabriel e Andrea Capelo Pinheiro.
- Alexandre Gabriel afirma que a IA é ferramenta do pensamento humano, fazendo a comparação entre a invenção do lápis e a IA, e ressalta preocupações éticas e jurídicas com a aceleração das novas mídias.
- Andrea Capelo Pinheiro observa que a foto e o vídeo alteraram a arte e afirma que as tecnologias vão impactar mais como instrumento do que como competição.
- A Bienal de São Paulo criou a Iara, um aplicativo piloto que responde dúvidas sobre obras expostas, usando IA para aproximar o público.
- Capelo Pinheiro defende que é preferível as pessoas utilizarem a tecnologia na Bienal, em vez de ficarem isoladas em casa.
A relação entre arte, inovação e inteligência artificial (IA) desperta debate sobre limites, usos e impactos. Em São Paulo, durante o São Paulo Innovation Week, artistas, curadores e gestores discutem se a IA amplia a criação ou redefine o papel humano no processo criativo.
O encontro reuniu Alexandre Gabriel, sócio da Fortes D’Aloia & Gabriel, e Andrea Capelo Pinheiro, presidente da Fundação Bienal de São Paulo. Ambos discutiram que a tecnologia é ferramenta de pensamento, não substituto do humano. A conversa mostrou divergências sobre a anteposição entre lápis e IA.
Segundo os debatedores, a evolução tecnológica já transformou a arte ao longo da história, como ocorreu com a fotografia e o vídeo. A IA é vista como instrumento que pode democratizar o acesso, mais do que criar uma competição entre mídias. O foco é decidir como usar a ferramenta de forma ética.
A Iara e o uso da IA na Bienal
Andrea Capelo Pinheiro explicou como a Bienal utiliza IA de forma prática. Ela mencionou o uso de Iara, um aplicativo criado pela instituição para responder dúvidas sobre obras expostas no pavilhão. O piloto visa aproximar o público da exposição.
A presidente da Fundação ressaltou que a prioridade é estimular o contato entre visitante e obra. Ela afirmou que é preferível o uso da tecnologia no espaço da Bienal, em vez de ser adotado apenas fora dele. A intenção é ampliar a participação do público.
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