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Dormir com a TV ligada pode afetar o cérebro

Dormir com a TV ligada pode afetar sono, cérebro e metabolismo; entenda riscos e como reduzir o hábito

Foto: Reprodução/Shutterstock
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  • Dormir com a TV ligada pode deixar o sono mais leve, causando microdespertares e dificultando as fases profundas.
  • A luz azul da tela reduz a produção de melatonina, levando o cérebro a confundir dia e noite.
  • Noites com luz moderada podem aumentar a frequência cardíaca e a resistência à insulina no dia seguinte, impactando o metabolismo.
  • Conteúdos tensos ou estímulos da TV elevam o estresse e prejudicam a qualidade do sono.
  • Sugestões: estabelecer horário para telas, usar timer, escolher conteúdos calmantes e manter o quarto mais escuro; procurar orientação médica se houver insônia frequente.

Dormir com a TV ligada está longe de ser inofensivo. Pesquisas indicam impactos no sono, no cérebro e no metabolismo, mas mudanças simples na rotina podem reduzir os efeitos. A notícia é que é possível adaptar o quarto sem sacrifícios grandes.

A prática é comum para afastar o silêncio, reduzir ansiedade ou distrair a mente. No entanto, o efeito costuma ser o oposto: sono mais fragmentado e cansaço durante o dia.

Além disso, a luz azul das telas reduz a produção de melatonina, hormônio que regula o sono. O cérebro pode confundir dia e noite, dificultando a chegada às fases profundas do descanso.

Efeitos no metabolismo e no coração

Um estudo aponta que dormir uma noite com luz moderada no quarto, semelhante à da TV, elevou a frequência cardíaca e a resistência à insulina no dia seguinte. O corpo fica entre descanso e vigília, sobrecarregando o metabolismo.

Pessoas expostas a mais luz no quarto durante o sono apresentam maiores riscos de ganho de peso e alterações na glicose ao longo do tempo. A relação com diabetes tipo 2 já é observada em pesquisas populacionais.

Sono, saúde mental e conteúdo assistido

O sono ruim resulta em cansaço, irritabilidade e dificuldade de concentração no dia seguinte. A privação de sono de qualidade aumenta o risco de ansiedade e sintomas depressivos a longo prazo.

Conteúdos tensos ou de violência, quando vistos perto da hora de dormir, elevam o estresse cerebral e favorecem sonhos agitados, despertares frequentes e mente acelerada.

Como abandonar o hábito aos poucos

Para quem não consegue parar de imediato, é possível reduzir gradualmente a presença da TV no quarto. O objetivo é tornar o ambiente mais propício ao sono, com menos estímulos.

  • Estabelecer um horário limite para telas, 1 a 2 horas antes de dormir.
  • Usar o timer da TV para desligá-la após deitar.
  • Substituir programas agitados por conteúdos calmos ou apenas áudio relaxante.
  • Manter o quarto o mais escuro possível com cortina blackout ou máscara de dormir.
  • Procurar orientação médica em caso de insônia frequente, ronco intenso ou sonolência diurna excessiva.

A mensagem dos especialistas é simples: o cérebro precisa de escuridão e silêncio relativo para se recuperar. Sempre que possível, vale priorizar um ambiente calmo no horário de dormir.

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