- Ivair Gontijo, engenheiro da Nasa, afirmou que o projeto de um rover leva cerca de dez anos desde a aprovação até o pouso em Marte.
- O painel no SPIW Talks discutiu a estratégia da Nasa para missões tripuladas, destacando a fase de presença duradoura na Lua via o programa Artemis antes de ir a Marte.
- Gleiser questionou os riscos de contaminação das amostras marcianas que a Nasa pretende trazer à Terra, um dos grandes desafios do Mars Sample Return.
- Gontijo explicou que o processo envolve protocolos rigorosos de esterilização para evitar interferência de bactérias terrestres.
- O engenheiro projetou um cenário futuro em que a humanidade, se os avanços continuarem, poderia ocupar luas geladas de Júpiter e Saturno, tornando a espécie multiplanetária.
A NASA mostrou os bastidores da exploração espacial e os planos para Marte durante o painel De Zero a Marte: os bastidores da nova corrida espacial, no SPIW Talks da FAAP, em São Paulo. Ivair Gontijo, engenheiro do Jet Propulsion Laboratory, e Marcelo Gleiser, astrofísico, conduziram a conversa na quarta-feira, 13. O encontro ocorreu durante o São Paulo Innovation Week.
Gontijo detalhou a duração de projetos para chegar a Marte: um rover leva cerca de uma década desde a aprovação até o pouso. O engenheiro mostrou imagens de missões históricas, como Curiosity e Perseverance, e revelou registros da aterrissagem do Perseverance captados pelo próprio veículo.
Ao lado de Gleiser, o debate abordou riscos de contaminação de amostras marcianas trazidas à Terra. O pesquisador questionou as barreiras de biossegurança, enquanto Gontijo enfatizou protocolos de esterilização para evitar interferência de bactérias terrestres.
Planos para a exploração humana e a Lua
O engenheiro descreveu a estratégia da Nasa para missões tripuladas futuras, priorizando uma presença contínua na Lua por meio do programa Artemis antes de ir a Marte. A ideia é morar na Lua para corrigir falhas antes de chegar ao planeta vermelho.
Gontijo também projetou cenários de longo prazo, sugerindo a possibilidade de exploração de luas geladas de Júpiter e Saturno. Segundo ele, esse caminho poderia tornar a humanidade uma espécie multiplanetária, com bases além da Terra.
Entre na conversa da comunidade