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Estudo mostra que fetos reagem a vegetais ainda no útero

Exposição a sabores no útero pode moldar preferências alimentares; crianças demonstram menor rejeição a vegetais na primeira infância, aponta estudo

Uma criança pequena exposta à couve no útero e um bebê à cenoura. Ambos reagem alegremente (acima) ao cheiro do vegetal que receberam antes do nascimento, mas (abaixo) com repulsa ao vegetal ao qual não foram expostos — Foto: Universidade de Durham
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  • Estudo conduzido na Universidade de Durham acompanhou 34 crianças desde a vida fetal até três anos de idade, investigando se a dieta materna afeta preferências alimentares futuras.
  • Durante as últimas semanas de gestação, mães receberam cápsulas com pó de cenoura ou com couve para avaliar a influência no feto.
  • No terceiro ano, crianças expostas aos vegetais no útero apresentaram menos respostas negativas ao cheiro desses vegetais, sugerindo uma memória sensorial.
  • Os resultados indicam que compostos da alimentação materna podem atravessar o líquido amniótico e já serem percebidos pelo feto, influenciando gostos e aceitação de alimentos depois do nascimento.
  • Os autores alertam para o tamanho reduzido da amostra e defendem pesquisas adicionais para confirmar os efeitos e entender se há maior consumo de vegetais na infância.

O estudo aponta que crianças podem formar preferências ou rejeições por vegetais ainda no útero, influenciando escolhas na primeira infância. Pesquisadores da Universidade de Durham acompanharam 34 crianças desde a gestação até os três anos de idade. A conclusão é que a dieta materna pode moldar respostas a cheiros e sabores antes do nascimento.

Durante a gestação, mães receberam cápsulas com pó de cenoura ou de couve. Em fases posteriores, 12 crianças foram avaliadas aos três anos ao cheirar cotonetes com esses aromas, registrando respostas faciais e comportamentais. A ideia é que a exposição pré-natal crie memória sensorial duradoura.

A partir dessas observações, os autores sugerem que o feto pode perceber compostos químicos presentes na alimentação materna através do líquido amniótico. O efeito observado seria uma menor rejeição aos mesmos cheiros já na infância.

Detalhes do estudo

A pesquisa acompanhou 34 gestantes e seus filhos, com foco nos sabores ingeridos na reta final da gravidez. Em ultrassonografias anteriores, já haviam sido registradas reações fetais a esses aromas, reforçando a hipótese de memória sensorial precoce.

Entre as crianças avaliadas aos três anos, os respondentes expostos às substâncias pré-natal apresentaram menor aversão ao cheiro da cenoura e da couve, preservando esse padrão ao longo do desenvolvimento inicial.

Implicações

Os resultados podem explicar por que alguns vegetais são mais aceitos desde cedo. Os pesquisadores ressaltam a necessidade de ampliar a amostra para confirmar os efeitos e verificar se há aumento no consumo de vegetais na infância.

A equipe pretende investigar outros sabores, além de variações culturais na alimentação, para entender como o ambiente pode ampliar o repertório alimentar de crianças futuras.

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