- Bruno Pato, fundador da VR eSports Brasil e presidente da XRBR, disse que o metaverso deve ganhar força nos próximos anos, mas criticou a forma como a Meta conduziu a popularização da ideia.
- Ele afirma que a Meta centralizou o conceito em um ambiente proprietário, ignorando comunidades digitais que já existem, especialmente entre gamers.
- Ainda assim, o especialista aponta que a realidade expandida deve aproximar o público das experiências imersivas nos próximos anos, com adoção gradual pelos consumidores.
- Pato ressaltou que a Meta tem voltado o foco para dispositivos mais leves e integrados ao cotidiano, passando a investir em óculos de realidade estendida em vez de apenas headsets robustos.
- Ele citou o projeto Orion, protótipo de óculos inteligentes, como exemplo do futuro da computação espacial, sugerindo que a empresa pode lançar Orion antes de 2030, o que pode revolucionar a forma de consumir conteúdo.
Durante o painel “Impactos do Metaverso na Indústria VR Global”, realizado no São Paulo Innovation Week, Bruno Pato afirmou que o metaverso deve ganhar força nos próximos anos, embora a Meta tenha centralizado a ideia em um ambiente próprio. O debate ocorreu na cidade de São Paulo, na quarta-feira, 13 de maio de 2026.
O especialista também criticou a forma como a Meta conduziu a popularização do conceito, alegando que a estratégia desconsiderou comunidades digitais já existentes há anos, especialmente entre gamers. Segundo ele, essa abordagem limitou a adoção ampla do metaverso.
Apesar das críticas, Bruno indicou que o avanço da realidade estendida deve aproximar o público das experiências imersivas nos próximos anos. O público já demonstra familiaridade com dispositivos de realidade expandida, o que deve favorecer a adesão a novas soluções.
Mudanças de foco da Meta para dispositivos vestíveis
Bruno destacou a mudança de foco da empresa para dispositivos mais leves e integrados ao cotidiano, em vez de headsets robustos. A Meta passou a investir em óculos de realidade estendida, segundo o especialista, sinalizando uma transição estratégica.
Ele citou o projeto Orion, protótipo de óculos inteligentes, como exemplo do futuro da computação espacial. A ideia é tornar os dispositivos vestíveis capazes de substituir gradualmente as telas tradicionais, com integração entre TV e celular.
Para o palestrante, a tendência aponta para um crescimento de dispositivos vestíveis que eliminem a dependência de telas fixas. A Meta estaria mais próxima de consolidar esse caminho, com lançamentos ligados ao Orion ainda antes de 2030.
Bruno finalizou enfatizando que os avanços em realidade estendida devem transformar a forma de consumir conteúdo digital ao longo da próxima década. A visão é de maior ubiquidade de dispositivos que ampliam a imersão sem depender de aparelhos fixos.
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