- A Mise En Scene apresentou no Festival de Cannes o padrão universal de indicação do uso de IA no cinema, chamado Human Provenance in Film (HPF).
- O HPF classifica o uso de IA em três categorias: sem uso de IA, IA assistiva e IA generativa, para que o público entenda como a tecnologia foi aplicada.
- O padrão é aberto, gratuito e pode ser usado em documentos legais; está sob licença CC BY 4.0 e pode ser modificado desde que a fonte seja identificada.
- A governança do HPF deve ser transferida no futuro para um órgão independente responsável pela aplicação e controle.
- A iniciativa, que já existia em versão prévia no festival de Berlim, busca proteger a indústria de conteúdos de IA e oferecer clareza sobre o tipo de tecnologia utilizado.
Diante da adoção crescente de inteligência artificial no cinema, a Mise En Scene apresentou em Cannes um novo padrão para indicar o uso de IA em produções. O objetivo é trazer clareza para produtores, distribuidores e público sobre como a tecnologia foi aplicada.
O HPF, sigla de Human Provenance in Film, é totalmente aberto e gratuito. Pode ser utilizado em documentos legais e em outras áreas de interesse, com licença CC BY 4.0. Quem utilizar precisa identificar a fonte.
Como funciona o HPF
O padrão classifica o uso de IA em três categorias distintas para facilitar a leitura dos créditos. A classificação segue a ordem da pirâmide da informação.
- Sem uso de IA: trabalhos desenvolvidos de forma tradicional, sem aplicação da tecnologia.
- IA assistiva: a IA atua como auxílio em atividades humanas.
- IA generativa: elementos como visuais e roteiros são gerados pela IA, ainda que posteriormente editados por pessoas.
A apresentação do HPF em Cannes visa fomentar debates e ajustes até 31 de outubro deste ano. A governança do padrão deverá ser transferida a um órgão independente, responsável pela aplicação e controle.
A ideia surge como evolução de uma iniciativa já anunciada pela Mise En Scene em Berlin. Na ocasião, a companhia exibiu um selo para indicar que determinados longas não utilizam IA no processo criativo.
Para o presidente da empresa, Paul Yates, a necessidade de uma linguagem comum sobre IA no cinema era urgente. Ele disse que o HPF oferece um acordo coletivo simples de aplicar e compreender.
Angeline Lamke, representante da Mise En Scene, afirma que o padrão protege a indústria contra conteúdos de baixa qualidade que ganham espaço em plataformas digitais. O HPF permite ao público entender rapidamente que tipo de tecnologia foi empregado.
A diretora também ressalta que o formato ajuda criadores a assinarem acordos com empresas de IA cujos produtos ainda não existem. Ela aponta ainda para o risco de aumento de preços na indústria conforme as expectativas de investidores crescem.
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