- Nesta sexta-feira, ocorreu a operação “Juro Zero”, que apura desvios em descontos na folha de pagamento de servidores e pensionistas do Distrito Federal, com o BRB entre os alvos.
- Foram cumpridos cinquenta mandados de busca e apreensão em São Paulo, Curitiba e Brasília; na capital federal, a Polícia Civil esteve na sede do Banco de Brasília.
- Entre os investigados estão Ney Ferraz Júnior, ex-secretário de economia do DF, e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, que segue preso por suposto envolvimento em fraudes ligadas ao Banco Master.
- O MP aponta que uma lei de dois mil e vinte e quatro permitiu empréstimos sem juros que seriam descontados na folha, posteriormente geridos por uma instituição financeira digital, com cobrança de taxas ilegalmente.
- Ao todo, quarenta e um mil setecentos mil reais teriam sido debitados de forma irregular; a Justiça do DF determinou o bloqueio de quase noventa milhões em contas ligadas ao esquema.
Nesta sexta-feira (19), a Polícia Civil deflagrou a operação Juro Zero, que apura desvios envolvendo descontos na folha de pagamento de servidores e pensionistas do Distrito Federal. O Banco de Brasília (BRB) foi alvo de buscas durante a ação.
Ao todo, foram cumpridos 50 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Curitiba e Brasília. Na capital federal, a investigação ocorreu na sede do BRB, entre outros locais ligados ao esquema.
Entre os investigados, aparecem Ney Ferraz Júnior, ex-secretário de economia do DF, e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, que permanece preso por suposto envolvimento em fraudes do Banco Master.
Contexto do esquema e desdobramentos
Segundo o Ministério Público, uma lei distrital de 2024 autorizou empréstimos sem juros aos servidores, com cobrança prevista para ser descontada na folha, em formato de consignado. Em seguida, a gestão dos empréstimos passou a ocorrer por instituição financeira digital, com cobrança de taxas ilegais.
Conforme os investigadores, desembolsos irregulares somaram R$ 81,7 milhões. A Justiça do DF determinou o bloqueio de quase R$ 90 milhões em contas relacionadas ao suposto esquema, segundo o Ministério Público.
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