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País concentra as 50 cidades mais quentes do mundo com pico de 50°C

Ondas de calor elevam apagões, pressionam hospitais e revelam fragilidade da infraestrutura energética brasileira, com Cuiabá chegando a 50,7°C

Mulher tenta proteger o rosto do calor extremo que atinge Nova Délhi, capital da Índia, em maio de 2026
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  • O Brasil concentra as 50 cidades mais quentes do planeta, conforme o relatório State of the Climate 2025 da Organização Meteorológica Mundial (OMM).
  • Cuiabá lidera a lista, com temperaturas que podem chegar a 50,7°C, agravando crise hídrica e demanda por energia elétrica.
  • Ondas de calor extremas provocam apagões, pressionam hospitais e expõem fragilidade da infraestrutura energética do país mais populoso do mundo.
  • O relatório aponta impactos como redução de recursos hídricos, incêndios florestais e elevação do nível do mar, além de ondas de calor mais frequentes.
  • Especialistas entendem que é necessário investir em energia renovável e implementar políticas de adaptação; a OMM enfatiza ações globais e locais para mitigar mudanças climáticas.

O Brasil é o país com as 50 cidades mais quentes do planeta, segundo o relatório State of the Climate 2025, divulgado pela Organização Meteorológica Mundial nesta semana. A lista inclui Cuiabá, Palmas, Porto Velho, Rio Branco e Boa Vista, com temperaturas que podem superar 50°C. O estudo associa esse extremo climático ao aquecimento global causado por atividades humanas.

As ondas de calor intensas não ficam apenas no registro estatístico. Elas provocam apagões, pressionam hospitais e expõem fragilidade na infraestrutura energética do país mais populoso do mundo, conforme o documento. Especialistas ressaltam que o aquecimento global altera padrões de temperatura, com impactos diretos na saúde e na segurança das populações urbanas.

Impactos no Brasil

No ranking, Cuiabá lidera com temperaturas que podem chegar a 50,7°C, alimentando crise hídrica e energética. Reservatórios de água operam em níveis críticos, enquanto a demanda por energia sobe devido ao uso de ar-condicionado e ventiladores. O cenário reforça a necessidade de investimento em fontes renováveis e políticas de adaptação às mudanças climáticas.

Caminhos de adaptação e políticas

O relatório cita a importância de acelerar a transição para energia solar e eólica, além de medidas de uso racional de recursos naturais. A Organização Meteorológica Mundial destaca ações locais e globais para reduzir emissões de gases de efeito estufa e mitigar impactos de eventos climáticos extremos.

Fonte: relatório State of the Climate 2025 e Organização Meteorológica Mundial.

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