- O acúmulo de gordura abdominal é comum durante a transição para a menopausa, afetando mais de 60% das mulheres nessa faixa etária.
- A mudança ocorre pela queda de estrogênio, aumento relativo de testosterona livre e diminuição da massa muscular, favorecendo o depósito de gordura na região abdominal.
- A gordura visceral, que fica perto dos órgãos, eleva o risco de doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2.
- Recomenda-se agir cedo: terapia de reposição hormonal para quem não tem contraindicações, prática regular de atividade física e alimentação estilo Mediterrâneo com foco em proteínas.
- Medidas adicionais incluem sono adequado e manejo do estresse para reduzir o cortisol e melhorar a saúde metabólica.
O acúmulo de gordura abdominal durante a transição da menopausa é comum e tem bases hormonais. Mulheres podem notar o aparecimento de uma barriga mesmo sem ganho expressivo de peso. O fenômeno, conhecido como menopause belly, afeta mais de 60% das mulheres na faixa etária da climacteria. A mudança envolve a região abdominal, não apenas quadris e coxas.
Especialistas explicam que a queda de estrogênio altera a distribuição de gordura, aumentando a gordura visceral entre órgãos. A massa muscular tende a diminuir com o envelhecimento, reduzindo o gasto calórico em repouso. Junto a noites mal dormidas, alterações de humor e ansiedade, isso pode favorecer a fome e o acúmulo de gordura na cintura.
Essa configuração corporal pode elevar o risco de doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2 devido à gordura visceral. Por isso, a atuação precoce é considerada importante por especialistas para reduzir impactos na saúde metabólica. A orientação é adotar medidas combinadas.
O que é e por que acontece
O padrão de mudança corporal vai do formato de pera para maçã, com depósitos maiores na região abdominal. A endocrinologista Karen de Marca destaca que a queda de estrogênio aumenta a presença de testosterona livre, favorecendo o ganho de gordura na barriga.
Com o envelhecimento, a massa muscular também diminui, o que facilita o acúmulo de calorias na área central. Além disso, o climatério pode intensificar sintomas que elevam a ingestão calórica, contribuindo para o quadro.
O que fazer
A terapia de reposição hormonal pode ser considerada, quando não há contraindicações, para reduzir o acúmulo de gordura visceral. O tratamento deve ser iniciado o mais cedo possível para equilibrar hormônios e preservar massa magra.
A prática de atividade física é fundamental, com foco em cardio e musculação. Exercícios de força ajudam a manter a massa muscular e o metabolismo em funcionamento. A recomendação é de cinco sessões semanais.
A alimentação deve priorizar o padrão mediterrâneo, com verduras, legumes, frutos, peixes, aves, grãos integrais e oleaginosas. Proteínas são importantes para preservar a massa muscular, com ingestão de 1,2 a 1,6 g por kg de peso diário.
Dormir bem e cuidar da saúde mental também são cruciais. O manejo do estresse pode reduzir o cortisol, que colabora para o acúmulo de gordura abdominal. Práticas como meditação, ioga ou terapia ajudam a melhorar sono e glicose sanguínea.
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Atenção para o contraste entre informações técnicas e orientações práticas apresentadas por especialistas na área de endocrinologia e metabolismo.
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