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Câncer de cabeça e pescoço avança entre mulheres: principais fatores

Estudo brasileiro aponta aumento do câncer de cabeça e pescoço entre mulheres, ligando HPV, álcool e tabagismo ao maior risco e à necessidade de diagnóstico precoce

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  • Estudo brasileiro publicado na The Lancet aponta aumento da mortalidade por câncer de cabeça e pescoço entre mulheres brasileiras.
  • O vírus HPV é um fator-chave, com mudanças de comportamento que ampliaram a exposição e o risco de tumores na orofaringe.
  • O consumo de álcool e o tabagismo continuam sendo fatores de risco relevantes para o avanço da doença.
  • Existem desigualdades regionais: norte e nordeste mostram aumento, enquanto sudeste registra queda nas taxas de óbito.
  • Sinais comuns incluem feridas na boca que não cicatrizam, rouquidão e dor ao engolir; prevenção envolve cinco medidas: evitar tabaco, moderar álcool, vacinar-se contra HPV, manter higiene bucal e usar sexo seguro.

Mesmo com a tradição de que câncer de cabeça e pescoço afetava principalmente homens, um estudo brasileiro recente, publicado na The Lancet, aponta crescimento entre as mulheres. A pesquisa analisa tumores que surgem na boca, língua, laringe e faringe, destacando elevação de mortalidade feminina.

Dados apontam aumento progressivo das mortes por esses tumores entre mulheres no Brasil. O trabalho ressalta desigualdades regionais e étnicas no acesso a tratamento especializado, com Norte e Nordeste apresentando tendência de alta, enquanto o Sudeste registra queda.

A mudança de hábitos femininos é citada como parte da explicação, segundo o oncologista Dr. Ramon Andrade de Mello. Fatores como álcool e tabaco ganham relevância nas estatísticas atuais, somados à exposição ao HPV ao longo de décadas.

Fatores de risco e a influência do HPV

A pesquisa destaca o papel do Vírus do Papiloma Humano como fator importante no avanço de tumores de orofaringe entre mulheres. Alterações nos comportamentos sexuais contribuiriam para maior contato com a mucosa da garganta.

Como esses tumores costumam se desenvolver ao longo de muitos anos, o efeito já se observa nos consultórios. Falta de proteção durante relações íntimas pode favorecer contaminação e evoluções malignas futuras.

Sintomas e diagnóstico precoce

O diagnóstico precoce continua essencial para melhorar as chances de cura. Sinais simples podem passar despercebidos, dificultando a detecção oportuna.

Feridas que não cicatrizam em duas semanas, rouquidão persistente, dor ao engolir, dificuldade para mastigar e caroços no pescoço são sinais que exigem avaliação médica ou odontológica imediata.

O médico reforça que atrasos dificultam o tratamento. Quando identificado cedo, há possibilidade de cirurgias, radioterapia moderna e imunoterapia eficazes contra esse tipo de câncer.

Prevenção prática

A prevenção envolve medidas simples que podem ser adotadas no dia a dia. Abaixo, orientações do Dr. Ramon Andrade de Mello para proteger garganta e boca:

  • Diga não ao cigarro: evite tabaco em todas as formas, inclusive dispositivos.
  • Modere o álcool: consumo excessivo aumenta o risco de tumores na mucosa.
  • Vacine-se contra o HPV: imunização é ferramenta segura para prevenir lesões
  • Higiene bucal rigorosa: mantenha dentes e gengiva limpos e visite o dentista regularmente
  • Pratique sexo seguro: preservativos reduzem a transmissão do HPV para a garganta

Reduzir a mortalidade feminina depende de campanhas que dialoguem com a realidade atual das mulheres. A prevenção primária é o caminho mais curto para evitar diagnósticos tardios.

O corpo dá sinais quando algo não funciona. Fique atenta aos sinais e priorize a saúde ocular, bucal e geral para manter qualidade de vida.

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