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Contato diário com cultura e arte pode desacelerar envelhecimento, aponta estudo

Contato frequente com artes e cultura pode desacelerar o envelhecimento biológico; efeitos variam por atividade, aponta estudo da University College London com 3,5 mil adultos

Pesquisadores apontam que atividades culturais e artísticas ajudam na redução de estresse, um fator que acelera o envelhecimento biológico
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  • Estudo da University College London com mais de 3,5 mil adultos do Reino Unido associa contato frequente com artes e atividades culturais a um ritmo mais lento de envelhecimento biológico.
  • Participantes que se envolviam com atividades artísticas semanalmente envelheciam cerca de 4% mais lentamente; quem mantinha o hábito pelo menos uma vez por mês tinha envelhecimento aproximado de 3% mais lento.
  • Em média, quem praticava atividades artísticas semanalmente era biologicamente um ano mais jovem do que quem fazia pouco ou nada; exercícios físicos semanais mostraram diferença de cerca de seis meses.
  • Atividades citadas incluem ouvir música, ler, desenhar e visitar museus, entre outras ligadas à cultura.
  • Pesquisadores ressaltam que o estudo apenas mostra associação, não relação de causa e efeito; diferentes atividades culturais podem ter impactos distintos no organismo.

O estudo mostra que o contato diário com artes e atividades culturais pode desacelerar o envelhecimento biológico. Pesquisadores da University College London analisaram mais de 3,5 mil adultos no Reino Unido, combinando dados de sangue e hábitos culturais.

Os dados apontam que quem se envolve com atividades artísticas semanalmente envelhece cerca de 4% mais devagar que quem pouco pratica. Quem participa mensalmente também apresenta atraso de envelhecimento, em torno de 3%.

Em média, participantes com prática artística frequente tinham idade biológica próxima a um ano a menos do que os menos envolvidos. Em comparação, quem pratica exercícios físicos semanalmente apresenta diferença biológica de cerca de seis meses.

Como o estudo foi feito

A pesquisa avaliou frequência de canto, dança, pintura, fotografia e artesanato, além de visitas a museus, bibliotecas e patrimônios históricos ao longo de um ano. Exames de sangue e questionários compuseram o conjunto de dados.

Segundo Daisy Fancourt, autora principal, os resultados indicam que artes e cultura devem ser reconhecidas como comportamentos que promovem a saúde, em paralelo ao exercício físico. A afirmação foi divulgada ao The Guardian.

Feifei Bu, pesquisadora sênior, ressalta que este é o primeiro conjunto de evidências de relação entre envolvimento artístico e envelhecimento biológico mais lento. Os benefícios associam-se à redução do estresse e a menores inflamações.

Diversos tipos de atividades culturais podem agir de forma distinta sobre o organismo, de acordo com as pesquisadoras. Ler, ouvir música, assistir a apresentações ou visitar locais históricos têm impactos variados do ponto de vista cognitivo, emocional e fisiológico.

Resultados por faixa etária

Os efeitos mais significativos foram observados em adultos de meia-idade e a partir dos 40 anos. O engajamento com atividades artísticas nesses grupos mostrou maior associação com desaceleração do envelhecimento, mesmo após ajustar fatores como IMC e tabagismo.

Perspectivas e limitações

Pesquisas futuras devem investigar relações causais entre cultura e envelhecimento. Os autores destacam que o estudo identifica apenas associação, sem comprovar causalidade direta. Os resultados acrescentam evidências sobre os benefícios das artes para a saúde pública.

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