- O El Niño deve trazer inverno mais úmido e com temperaturas mais altas no Paraná, com intensidade prevista entre forte e muito forte para o período entre a primavera e o verão.
- A chuva deve ficar acima da média em todas as regiões, especialmente na metade sul, com vários dias de precipitação concentrada e risco maior de alagamentos, enxurradas e deslizamentos, principalmente na primavera.
- O inverno de 2026 deve ser mais ameno e úmido, com temperaturas, em média, entre meio grau e um grau acima da média histórica.
- A Defesa Civil intensificou ações preventivas, revisando planos de contingência, desobstruindo galerias, dragando rios e fortalecendo monitoramento, com foco em áreas tradicionalmente vulneráveis.
- Apesar dos riscos, a chuva extra pode ajudar na recuperação de reservatórios e redução da seca, beneficiando principalmente as regiões norte, oeste e sudoeste, conforme especialistas.
Nos próximos meses, o Paraná deve sentir os efeitos do El Niño, o aquecimento das águas do Pacífico que tende a deslocar o clima para o Sul do Brasil. O fenômeno, previsto em intensidade forte a muito forte entre a primavera e o verão, aumenta o risco de temporais, alagamentos e deslizamentos no estado.
A previsão indica menos frio intenso e mais umidade. Meteorologistas do Simepar afirmam que o estágio atual já aponta para configuração entre forte e muito forte, com chuva acima da média e temperaturas mais elevadas. O pico deve ocorrer no segundo semestre.
A temporada deve trazer dias consecutivos de precipitação, elevando o risco de alagamentos e enxurradas, especialmente na região sul. A primavera é destacada como o período mais crítico, com eventos severos já previstos pela instituição.
Defesa Civil em estado de atenção
A Defesa Civil do Paraná reforçou a prevenção a enchentes e deslizamentos, orientando municípios historicamente mais vulneráveis. O foco é ampliar planos de contingência, revisar áreas de risco e desobstruir galerias pluviais.
O coordenador estadual, coronel Fernando Schunig, disse que a preparação abrange todo o estado, com ações já em curso nos locais mais atingidos por inundações. Morretes e Antonina já realizaram treinamentos voltados a evacuação e resposta a desastres.
O governo também trabalha para ampliar o monitoramento meteorológico. Novos radares, via Monitora Paraná e Monitora Litoral, devem melhorar a precisão das previsões e agilizar alertas à população, segundo Everton Souza, secretário do Desenvolvimento Sustentável.
Efeitos esperados e aspectos positivos
Apesar dos riscos, o El Niño pode favorecer a recuperação de reservatórios e reduzir os impactos da seca, já que áreas do norte, oeste e sudoeste devem receber umidade maior. A expectativa é que a situação de estiagem gradualmente diminua.
Especialistas destacam que, mesmo com sinais de recuperação, a população precisa manter a atenção em áreas de risco. As autoridades ressaltam a importância de cumprir orientações de Defesa Civil e de monitoramento climático para evitar transtornos.
O panorama para o segundo semestre aponta para mudanças significativas: temperaturas acima da média associadas a chuvas intensas e persistentes, com variação entre regiões. O acompanhamento técnico continuará nos próximos meses, conforme a evolução do fenômeno.
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