Em Alta Copa do Mundo NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisConflitosPolítica

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Especialista em medicina e IA afirma que estamos na pré-história na SPIW 2026

IA transforma a saúde, reduz a burocracia e amplia diagnósticos, mas exige dados nacionais e validação para evitar disparidades

‘Ainda estamos na pré-história’, afirma especialista em medicina e IA na SPIW 2026
0:00
Carregando...
0:00
  • O São Paulo Innovation Week 2026 abriu debate sobre o impacto da Inteligência Artificial na saúde, com o tema “IA na Saúde: Qual a dose certa?”.
  • especialistas disseram que a IA já é motor de transformação, não apenas promessa, e pode acelerar diagnósticos e decisões.
  • O Hospital Albert Einstein destacou o potencial da IA para levar medicina de alta qualidade a regiões remotas, atuando como suporte à decisão.
  • O desafio é a qualidade e representatividade dos dados: hoje muitos algoritmos aprendem em grandes centros e precisam funcionar no interior do país.
  • A IA já reduz burocracia, com transcrição de consultas e preenchimento automático de prontuários, mas há necessidade de validação clínica para diagnósticos críticos e de protocolos de segurança.

O São Paulo Innovation Week 2026 abriu espaço para um debate sobre o impacto da Inteligência Artificial na Saúde, com o tema IA na Saúde: Qual a dose certa? Profissionais de academia, hospitais e operadoras digitais discutiram avanços e desafios.

Alexandre Chiavegatto, professor da USP, afirmou que a tecnologia avança de forma exponencial e está ainda na pré-história. Ele lembrou que ferramentas como o ChatGPT têm menos de quatro anos de vida e pediu preparação para o que virá em um ano.

Rodrigo Demarch, diretor de inovação do Hospital Albert Einstein, destacou o potencial da IA para aproximar serviços de medicina de qualidade de regiões remotas. Em cidades com apenas um médico, a IA pode atuar como suporte à decisão.

Chiavegatto alertou para a necessidade de dados representativos. Hoje, algoritmos aprendem principalmente com grandes centros, o que dificulta a operação da IA no interior do Brasil e pode ampliar desigualdades.

A discussão também abordou eficiência operacional. Guilherme Berardo, CEO da Sami, mostrou como agentes de IA permitem que enfermeiros e equipes criem automações sem depender de desenvolvedores.

Thiago Julio, mediador do painel, reforçou que modelos de linguagem ajudam na transcrição de consultas e no preenchimento de prontuários, devolvendo tempo ao atendimento humano.

Desafios, dados nacionais e segurança

Os especialistas destacaram a importância de dados nacionais e diversidade populacional para validar aplicações da IA no Brasil, evitando importação de soluções incompatíveis com o país.

Rodrigo Demarch citou a necessidade de estabelecer uma máquina de inovação em escala, com centenas de provas de conceito sob protocolos de segurança, no Einstein.

Apesar de reconhecer que diagnósticos críticos exigem mais validação, o grupo ressaltou que a janela de oportunidade não pode ser ignorada, mantendo equilíbrio entre velocidade e ética médica.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais