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Mamífero raríssimo do mundo é encontrado em ilha brasileira

Preá de Moleques do Sul, mamífero mais raro, vive em ilha de quatro hectares; população entre quarenta e sessenta, sob rígido plano de conservação

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  • O arquipélago de Moleques do Sul fica a cerca de oito quilômetros da costa de Florianópolis, em Santa Catarina, e abriga o preá-de-Moleques-do-Sul, considerado o mamífero mais raro do mundo.
  • A espécie vive em uma ilha de pouco mais de dez hectares, com população estimada entre quarenta e sessenta indivíduos, e depende da oferta de gramíneas.
  • A área integra o Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, que mantém plano de conservação com fiscalização constante pela Polícia Militar Ambiental e pela Marinha.
  • O desembarque de turistas é proibido; o acesso é restrito a pesquisadores para evitar a introdução de patógenos, sementes invasoras e riscos de incêndio.
  • Especialistas alertam que qualquer intervenção humana pode representar ameaça existencial, pois não há predadores no local e incêndios seriam catastróficos para a espécie.

O arquipélago de Moleques do Sul, a cerca de 8 km da costa de Florianópolis, abriga o preá-de-Moleques-do-Sul, considerado o mamífero mais raro do mundo. A ilha, com pouco mais de dez hectares, sustenta a menor distribuição geográfica entre espécies terrestres.

Integrante do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, a área abriga uma população estimada entre 40 e 60 indivíduos. O número varia conforme alimento disponível e condições ambientais, tornando a espécie muito vulnerável a perturbações locais.

Descoberto na década de 1980, o animal recebeu esse nome após análise de ossadas encontradas por pesquisadores. Visualmente lembra um porquinho-da-índia e é classificado como criticamente em perigo em nível global, nacional e estadual.

A sobrevivência do preá é influenciada pela escassez de recursos naturais, já que não há predadores conhecidos na ilha. A população oscila conforme a oferta de gramíneas, sua base alimentar, e cresce ou encolhe com o alimento disponível.

A origem da espécie remonta a cerca de 8 mil anos, quando a elevação do nível do mar isolou populações de preás em topos de morros que viraram ilhas, impulsionando a especiação.

Hoje, os animais ocupam apenas 4 hectares de vegetação aberta na ilha. Eles se ocultam durante o dia e se alimentam nos períodos de menor calor.

Conservação e gestão

O Parque Estadual da Serra do Tabuleiro foi criado na década de 1970 para preservar o habitat antes da descoberta da espécie. O estado mantém um plano de conservação com fiscalização constante da Polícia Militar Ambiental e da Marinha.

Acesso e proteção

O desembarque de turistas é proibido no arquipélago, classificado como zona intangível. O acesso é restrito a pesquisadores para evitar introdução de patógenos, sementes invasoras ou riscos de incêndio.

Conter qualquer interferência humana é crucial, pois o sistema imunológico do roedor evoluiu isoladamente. A detecção de fogueiras na ilha é motivo de alerta para autoridades e pesquisadores.

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