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Médicos da Rede Sarah apostam na prevenção para transformar a ortopedia

Rede Sarah aposta na prevenção precoce com técnicas minimamente invasivas para corrigir genu varo e genu valgo em crianças, buscando evitar desgaste futuro

Dr. Cláudio Alberto (D) e Dr. Rafael Valadares participam do projeto de ortopedia preventiva no Hospital Sarah Kubitschek de Brasília
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  • Médicos do Hospital Sarah Kubitschek, em Brasília, lideram projeto de ortopedia preventiva para corrigir genu varo (pernas tortas para dentro) e genu valgo (para fora) em crianças, evitando dores e desgaste na vida adulta.
  • O acompanhamento começa nos primeiros anos de vida, geralmente após o início da marcha, com tratamento que pode ser apenas observação ou intervenção médica conforme evolução.
  • Quando necessário, são usadas cirurgias minimamente invasivas com a técnica de crescimento guiado, que coloca implantes para direcionar o crescimento dos ossos e corrigir o eixo das pernas ao longo de meses.
  • Casos destacados incluem Aurora Vasconcelos, de quatro anos, diagnosticada com doença de Blount, que passou por cirurgia em dois mil e vinte e cinco e já apresenta melhora; outras famílias também são acompanhadas no projeto.
  • O hospital atende cerca de sessenta pacientes por semana, com uma equipe de quinze profissionais, e incentiva a busca pelo diagnóstico precoce pela plataforma Rede Sarah.

Desde Brasília, médicos da Rede Sarah Kubitschek trabalham na prevenção de deformidades nos joelhos infantis. O foco é o desalinhamento conhecido como genu varo e genu valgo, com estratégias minimamente invasivas para orientar o crescimento dos membros inferiores.

O objetivo é evitar dores, desgaste precoce das cartilagens e limitações funcionais na vida adulta. O projeto prioriza o acompanhamento precoce desde os primeiros anos e utiliza abordagens menos agressivas, com opções cirúrgicas apenas quando necessário.

Os responsáveis pela iniciativa são os ortopedistas Cláudio Dorna e Rafael Valadares, que utilizam a técnica de crescimento guiado para corrigir o eixo das pernas ao longo dos meses. Hospitais não informam mudanças no calendário de atendimento.

Transformação

A mãe Tatiane Soares acompanha a filha Aurora Maria, de 4 anos, que recebeu diagnóstico de doença de Blount ainda bebê. Ela relata que as limitações eram evidentes e afetavam brincadeiras e tarefas diárias. A cirurgia realizada em 2025 utilizou placas para guiar o crescimento e a recuperação foi rápida.

Para Nathália Dutra, a expectativa é permitir que a filha Emilly Gomes, de 2 anos, cresça sem dores. Os primeiros sinais surgiram quando a menina começou a andar, com quedas frequentes. A mãe destaca o apoio médico e a importância de seguir o manejo recomendado.

Diagnóstico e tratamento

Segundo Dorna, o acompanhamento é iniciado ainda na idade em que a criança começa a andar. Em casos que persistem após os 5 anos, surgem indicações de cirurgia. Em geral, os procedimentos são minimamente invasivos e visam desacelerar o crescimento de uma face do osso para corrigir o eixo.

Valadares detalha que os implantes ficam próximos às zonas de crescimento dos joelhos. Eles guiam o alongamento do membro ao longo de meses, promovendo correção gradual sem recorrer a métodos ortopédicos tradicionais. O atendimento pode ser acessado pela plataforma da Rede Sarah.

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