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Sono em U aumenta riscos de doenças cardiovasculares, aponta estudo

Curva em U liga sono ao risco cardíaco: dormir pouco ou demais aumenta doenças do coração; horas ideais são sete a oito por noite

Dormir demais também pode prejudicar o coração, apontam estudos; entenda quantas horas de sono são consideradas saudáveis
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  • A relação entre sono e saúde do coração é em curva em U — tanto dormir pouco quanto dormir demais aumentam o risco de doenças cardiovasculares; o intervalo mais saudável costuma ser entre sete e oito horas por noite.
  • Dormir menos de seis horas por noite eleva a ativação do sistema nervoso simpático, aumenta a pressão arterial, piora o controle da glicose e aumenta a inflamação.
  • Dormir mais de nove horas por noite também se associa a maior risco cardiovascular, frequentemente por sinais de depressão, sedentarismo, inflamação ou distúrbios do sono.
  • A qualidade do sono é tão importante quanto a quantidade: sono longo sem repouso pode indicar sono fragmentado, apneia ou microdespertares, que elevam a pressão arterial e prejudicam a recuperação.
  • Sinais de que o sono precisa de avaliação incluem ronco, pausas respiratórias, acordar cansado e sonolência diurna; manter horários regulares ajuda a proteger o coração.

O sono não é apenas a quantidade de horas, mas o equilíbrio entre elas. Pesquisas recentes indicam uma curva em U: dormir pouco ou demais aumenta o risco de doenças cardíacas, inflamação e alterações metabólicas. O intervalo considerado saudável fica entre sete e oito horas por noite.

A relação entre sono e saúde do coração se acumula ao longo dos anos. Noites mal dormidas influenciam a pressão arterial, o metabolismo da glicose e a resposta inflamatória, elevando o risco cardiovascular conforme o tempo passa. Hipertensão, obesidade e diabetes costumam aparecer associados.

A importância do sono para o coração ganhou respaldo científico e clínico. Em 2022, a American Heart Association incorporou o sono ao Life’s Essential 8, conjunto de fatores de saúde cardiovascular, ao lado de colesterol, glicose, atividade física e abandono do tabaco.

Quem dorme menos de seis horas por noite mostra ativação maior do sistema nervoso, o que eleva a pressão arterial, libera mais hormônios do estresse e piora o controle da glicose. O resultado é maior risco de placas nas artérias e desequilíbrios metabólicos.

Dormir em excesso também demanda atenção. Meta-análises associam mais de nove horas por noite a maior probabilidade de doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, ainda que a relação possa sinalizar apenas um alerta sobre condições como depressão, inflamação crônica e apneia.

A qualidade do sono é tão relevante quanto a quantidade. Despertares frequentes e sono fragmentado elevam a atividade cardiovascular. A irregularidade de horários prejudica o relógio biológico e compromete processos metabólicos, mesmo com horas totais moderadas.

Sinais de alerta incluem ronco intenso, pausas respiratórias, cansaço persistente pela manhã e sonolência diurna. Nesses casos, a avaliação médica pode prevenir problemas cardíacos e melhorar a qualidade de vida.

Mudanças simples ajudam a reduzir riscos noturnos. Recomenda-se dormir entre sete e nove horas, manter horários consistentes, evitar telas antes de dormir, reduzir cafeína e álcool à noite e criar ambiente escuro e silencioso. A saúde do coração depende de sono estável, não apenas longo.

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