- SpaceX concluiu o abastecimento completo da Starship V3 na Starbase, com mais de 5 mil toneladas de oxigênio líquido e metano líquido, preparando o voo 12, possível nos próximos dias.
- A Starship V3 tem cerca de 124 metros de altura, é a maior montagem já construída e é a primeira versão preparada para espaço profundo, com foco em futuras missões lunares e marcianas e reutilização de nova geração.
- A integração completa com o propulsor Super Heavy foi realizada pouco antes, estabelecendo um novo recorde de altura entre foguetes operacionais.
- A missão pode impactar o programa Artemis da NASA, com potencial de pousos próximos ao polo sul lunar; a Starship também figura nos planos da SpaceX para exploração de Marte e expansão da rede de satélites Starlink.
- Ainda há desafios técnicos, como reabastecimento em órbita, permanência prolongada no espaço, sistemas de suporte à vida e missões inteiramente orbitais, mas houve evolução em relação às primeiras tentativas.
A SpaceX concluiu o primeiro abastecimento completo da Starship V3, a versão mais poderosa do foguete, na Starbase, no sul do Texas. O procedimento ocorreu na segunda-feira, 11 de maio, durante preparação para o voo 12, que pode ocorrer nos próximos dias. O teste envolveu o conjunto integrado Starship com o propulsor Super Heavy e consumiu oxigênio líquido e metano líquido criogênicos.
O abastecimento superou 5 mil toneladas de combustível, segundo a empresa. A Starship V3, com cerca de 124 metros de altura, é apresentada como a maior estrutura já montada e a primeira versão pronta para operações de espaço profundo. A expectativa é testar capacidades para missões lunares e marcianas, além de torná-la reutilizável de nova geração.
Poucos dias antes do abastecimento, a SpaceX integrou pela primeira vez totalmente Starship V3 com o Super Heavy, estabelecendo um novo recorde de altura entre foguetes operacionais. A notícia reforça a evolução do projeto frente aos modelos anteriores.
Desdobramentos do teste
A Starship V3 visa deslocar-se para voos suborbitais de grande relevância para projetos futuros da empresa. O conjunto pode abrir caminho para operações de pouso próximas ao polo sul lunar, caso os próximos ensaios avancem conforme o previsto. O programa também contempla exploração humana de Marte e expansão da rede de satélites Starlink.
A parceria com a NASA ganha relevância. A agência estadual escolheu a Starship como um dos veículos do programa Artemis, que planeja levar astronautas à Lua. A cooperação depende do desempenho dos próximos testes e da capacidade de sistemas de suporte à vida e de reabastecimento em órbita.
Desafios técnicos continuam. Ainda são necessários demonstrar reabastecimento orbital, permanência prolongada no espaço e missões inteiramente orbitais com a nova geração de estruturas. Os testes atuais, porém, mostram evolução em relação às primeiras tentativas, que terminaram com explosões.
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