- No painel Acessibilidade Digital durante o São Paulo Innovation Week 2026, especialistas destacaram a necessidade de maior integração entre tecnologia, arquitetura, mobilidade urbana e acessibilidade digital para evitar a exclusão de serviços essenciais.
- Cid Torquato e Gary Viles defenderam a inclusão de pessoas com deficiência nos processos de inovação.
- Gary Viles afirmou que os avanços nos próximos cinco anos devem superar o que aconteceu nos últimos cinquenta, ressaltando a inclusão como prioridade.
- Dados apresentados mostram que 50% das pessoas com deficiência são idosos, e cerca de 30% da população com mais de 60 anos tem algum tipo de deficiência.
- Foi ressaltado que menos de 3% dos sites no país são digitalmente acessíveis, e as soluções de tecnologia assistiva, como exoesqueletos e sistemas robóticos, já contam com mais de 125 empresas desenvolvendo produtos, ainda consideradas, em muitos casos, primíticas.
A acessibilidade digital continua sendo um desafio no Brasil, segundo especialistas. Durante o panel “Acessibilidade Digital” no São Paulo Innovation Week 2026, Cid Torquato e Gary Viles trouxeram perspectivas sobre inclusão, mobilidade urbana e uso de tecnologias assistivas. O objetivo é evitar que milhões permaneçam sem acesso a serviços essenciais.
Os especialistas destacaram a necessidade de integrar tecnologia, arquitetura e mobilidade com a acessibilidade digital. A ideia é tornar a inovação mais inclusiva desde a concepção, não apenas no uso final dos produtos.
Eles apontaram que o envelhecimento da população aumenta a demanda por soluções acessíveis. Dados citados indicam que 50% das pessoas com deficiência são idosas, e cerca de 30% da população acima de 60 anos tem algum tipo de deficiência.
Acesso digital e inclusão
Foi ressaltado que menos de 3% dos sites no Brasil são digitalmente acessíveis, o que dificulta o acesso a serviços. O debate citou exemplos em bancos e agências, onde a falta de acessibilidade é um obstáculo para pessoas idosas.
Cid Torquato comentou que a situação exige mudanças estruturais. A mobilidade urbana e os recursos de tecnologia assistiva devem andar juntos para ampliar oportunidades de participação social e de serviços.
Avanços na tecnologia assistiva
O grupo destacou avanços na tecnologia assistiva, especialmente no campo de exoesqueletos e sistemas robóticos para mobilidade e reabilitação neurológica. Gary Viles informou a existência de mais de 125 empresas desenvolvendo soluções nesse segmento, consideradas ainda em estágio inicial por especialistas.
Embora o ecossistema tenha crescido, as ferramentas disponíveis ainda enfrentam limitações técnicas. O painel enfatizou a necessidade de investimento contínuo e de inclusão de pessoas com deficiência nos processos de inovação.
O São Paulo Innovation Week 2026 começou na quarta-feira, 13 de maio, reunindo líderes, centros de pesquisa, investidores e governos. O evento acontece em São Paulo com debates sobre tecnologia, ciência, educação, saúde e finanças.
Entre na conversa da comunidade