- O ataque da onça-parda a uma criança de 8 anos aconteceu na Chapada dos Veadeiros, em Alto Paraíso, Goiás, na quinta-feira, 14 de maio; a vítima segue estável no Hospital Regional da Asa Norte.
- Biólogo Vitor Sena afirma que incidentes com suçuaras são raros e orienta manter a calma, não correr, parecer maior e recuar devagar.
- A onça-parda é solitária; ataques costumam ocorrer por aproximação inesperada, reação defensiva ou presença de filhotes, e não devem vilanizar o animal.
- Em trilhas, é essencial acompanhar crianças, considerar horários de maior atividade do felino (início da manhã e fim da tarde) e evitar ocupar áreas próximas aos habitats naturais.
- O pai e um colaborador da reserva lutaram com a onça para interromper o ataque; a menina foi submetida a cirurgia plástica no Hran, com lesões superficiais, e o Santuário Volta da Serra suspendeu visitas para revisão de protocolos.
O ataque de uma onça-parda a uma menina de 8 anos ocorreu na quinta-feira, 14 de maio, em Alto Paraíso, Goiás, durante uma trilha para o Santuário Volta da Serra. A criança continua internada em estado estável no Hospital Regional da Asa Norte (Hran). O episódio reacende o debate sobre convivência entre turistas e fauna silvestre em áreas de preservação.
Segundo o biólogo Vitor Sena, mestre em Ecologia, ataques são extremamente raros e costumam ocorrer por aproximação inesperada, defesa ou presença de filhotes. Ele orienta manter a calma, não correr, ficar em grupo, parecer maior e recuar devagar diante de um avistamento, para reduzir o risco de aproximação do animal.
Segurança em trilhas
Ambientes como a Chapada dos Veadeiros exigem atenção constante com crianças e horários de maior atividade da onça, geralmente no início da manhã e no fim da tarde. Sena aponta que o aumento de avistamentos em áreas turísticas resulta da expansão urbana e da fragmentação de habitats, não de uma invasão do espaço humano pelos animais.
O que fazer ao encontrar a onça-parda:
- manter a calma e evitar movimentos bruscos;
- não fugir, pois isso pode acionar o instinto de caça;
- parecer maior elevando os braços, abrindo o casaco e falando com firmeza;
- recuar lentamente mantendo contato visual;
- manter distância e evitar aproximação para fotos ou alimentação.
Entenda o caso
A menina, que completou 8 anos, circulava pela trilha com a família para celebrar o aniversário no Santuário Volta da Serra. Segundo a administração, o animal estava em uma árvore e saltou sobre a criança. O pai e um colaborador da reserva entraram em luta corporal para interromper o ataque, e o funcionário chegou a usar uma mochila como escudo.
A criança passou por cirurgia plástica na tarde de sexta-feira, 15, no Hran. A avaliação inicial indica lesões superficiais sem danos ósseos. O Santuário Volta da Serra suspendeu as visitas temporariamente para revisão de protocolos de segurança e reforço da sinalização.
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