- O Viceroy Seaglider, barco que voa próximo à superfície, usa efeito solo para viajar até 290 km/h sem combustíveis fósseis, com capacidade para doze passageiros e dois tripulantes.
- O funcionamento ocorre em três estágios: flutuação até 37 km/h, hidroplano com hidrofólios entre 31 e 93 km/h e voo de cruzeiro estável a 290 km/h.
- A propulsão é elétrica, com doze motores distribuídos nas asas; a versão atual permite aproximadamente 300 km de alcance por carga, com metas de superar 640 km no curto prazo.
- A fabricante registra US$ 10 bilhões em pedidos provisórios e recebe investimentos de empresas como Japan Airlines e Lockheed Martin; há também contrato de US$ 10 milhões com o Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos para testes.
- Na América Latina, a Synerjet assinou, em fevereiro de 2026, acordo para comprar dez unidades e representar a marca no continente; em Santa Catarina, há projeto público para conectar municípios costeiros com essa tecnologia.
O barco voador decola do cais, se eleva sobre hidrofólios e voa a poucos metros da superfície, sem combustíveis fósseis. O modelo Viceroy Seaglider é produzido pela REGENT Craft e promete transportar 12 passageiros ao longo do litoral a quase 300 km/h.
O veículo não é nem um barco comum nem uma aeronave padrão. Ele utiliza o efeito solo sobre a água para reduzir o atrito, mantendo o deslocamento próximo à superfície. O projeto opera em três estágios mecânicos: flutuação, hidroplano e voo de cruzeiro.
Inicialmente, a embarcação sai do cais a até 37 km/h. Em seguida, ergue-se sobre hidrofólios entre 31 e 93 km/h para eliminar o atrito com a água. No estágio final, recolhe as aletas e atinge 290 km/h de cruzeiro, com aletas estabilizadas.
Especificações técnicas
O veículo funciona com energia 100% elétrica, movido por doze motores distribuídos ao longo das grandes asas. A capacidade é de doze passageiros e dois tripulantes, com versão cargueira para até 1.600 kg. A bateria atual garante alcance de 300 km por carga, com planos de superar 640 km em novas matrizes.
O Seaglider suporta condições de operação relevantes para o litoral: decolagens e pousos em ondas de até 1,5 metro; cruzeiro estável em ondulações oceânicas de até 4 metros. Em aplicações militares, o veículo é apresentado como capaz de operar abaixo do radar e acima do sonar.
Investimentos e mercado
A viabilidade técnica, segundo a REGENT Craft, tornou o projeto atraente para capital de risco e contratos governamentais. A empresa acumula pedidos provisórios estimados em US$ 10 bilhões de companhias aéreas, governos e operadoras de balsas.
Investidores estratégicos incluem Japan Airlines e Lockheed Martin, que teriam investido mais de US$ 100 milhões até setembro de 2025. Houve ainda um contrato de US$ 10 milhões com o Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA para testes de evacuação costeira.
Expansão para a América Latina
A América Latina aparece como mercado promissor. Em fevereiro de 2026, a empresa brasileira Synerjet assinou acordo para adquirir dez unidades do modelo e atuar como representante exclusiva no continente.
No âmbito estatal, o governo de Santa Catarina lançou iniciativa para conectar municípios litorâneos com essa tecnologia elétrica flutuante, visando uma malha de transporte limpa e menos dependente de aeroportos praianos.
Para acompanhar a evolução, a REGENT Craft disponibiliza conteúdo oficial, incluindo vídeos com demonstrações de controle e estabilidade em mar aberto, apresentados pelo canal da empresa, que soma milhares de inscritos.
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