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Câncer: Observação Ativa Pode Prevalecer Sobre Tratamento Imediato

Observação ativa predomina em linfoma não Hodgkin indolente, com monitoramento até evolução da doença para manter qualidade de vida e sobrevida

Linfoma não Hodgkin indolente: entenda os sinais, riscos e como o tratamento focado em qualidade de vida garante bem
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  • Este ano devem ser diagnosticados 12.560 casos de linfoma não Hodgkin, doença do sangue que pode ser agressiva ou indolente.
  • Linfomas indolentes crescem lentamente e, quando não há sintomas ou evolução, o protocolo é apenas observar; o tratamento ocorre se houver progressão.
  • Sinais comuns incluem caroços nos gânglios, febre sem motivo, suor noturno, perda de peso acima de 10% e cansaço.
  • O objetivo da terapia é manter a doença sob controle e a qualidade de vida, com opções como imunoterapias para subtipos mais frequentes (folicular, linfocítico e marginal).
  • Não existe rastreio específico; o acompanhamento regular facilita o diagnóstico precoce, e a doença afeta o sistema linfático, com mais de 60 neoplasias diferentes dentro do grupo.

O câncer de linfoma não Hodgkin indolente costuma crescer lentamente e é, em parte, incurável. O tratamento é acionado quando o tumor avança, compromete o organismo, provoca sintomas ou debilita a saúde do paciente. Este ano, estima-se que 12.560 diagnósticos ocorram no Brasil.

O linfoma não Hodgkin é um câncer do sangue que surge quando glóbulos brancos se multiplicam de forma desordenada e se acumulam nos gânglios linfáticos. Ele é classificado como indolente ou agressivo, de acordo com a velocidade de progressão.

> O que acontece: alguns casos evoluem sem sinais evidentes, o que reforça a necessidade de monitoramento em diagnóstico inicial. A terapia, nesses cenários, visa manter a qualidade de vida e controlar a doença, não apenas curá-la.

Observação ativa e tratamento

A observação ativa é indicada quando não há sintomas ou evolução clínica. Durante esse período, pacientes passam por exames físicos e de sangue mensais, com intervalos que variam conforme a evolução da doença. A cada avanço, o tratamento pode ser iniciado para controlar a progressão.

Segundo o hematologista Eric Pena, a doença é muitas vezes incurável, e o foco é manter a qualidade de vida. A terapia busca controlar a doença e proporcionar uma sobrevida sem sintomas, especialmente quando há obstrução ou complicações clínicas.

Sinais e diagnóstico

Os principais sinais incluem gânglios inchados em virilha, pescoço ou axilas, febre sem causa, suor noturno, perda de peso acima de 10% e fadiga. O arsenal terapêutico é amplo, com imunoterapias entre as opções mais utilizadas para subtipos comuns como folicular, linfocítico e marginal.

O INCA informa que o linfoma não Hodgkin ocupa a 11ª posição entre os tumores mais incidentes no Brasil, considerando-se os demais cânceres que não o de pele não melanoma. A doença afeta o sistema linfático, responsável pela filtragem de líquidos e pela imunidade.

O conjunto de subtipos é diverso, com o folicular sendo mais comum em adultos entre 50 e 60 anos, o linfocítico entre 60 e 70, e o marginal podendo envolver mucosas, olhos, baço e estômago a partir dos 50. Não há exame de rastreio específico, e o diagnóstico costuma ocorrer durante exames de rotina.

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