- Em 2026, a área queimada já soma 163 milhões de hectares entre o início do ano e 6 de maio, 50% acima da média histórica para esse período.
- A superfície destruída é 20% superior ao recorde anterior da série histórica monitorada, segundo o Sistema Global de Informações sobre Incêndios (GWIS).
- O pesquisador Theodore Keeping, do Imperial College London, classifica a situação como prenúncio de um período “particularmente severo”.
- Na África, vários países do oeste apresentam índices históricos, efeito do chamado chicote climático que alterna tempestades intensas e secas severas.
- Com a previsão de El Niño forte, o risco de incêndios perigosos pode atingir o patamar mais alto, afetando áreas como noroeste dos Estados Unidos, Canadá, Austrália e a Amazônia.
O ano de 2026 acendeu o sinal vermelho para o meio ambiente global. Cientistas indicam temporada de incêndios florestais sem precedentes, impulsionada por mudanças climáticas e pela ameaça do retorno do El Niño. A área queimada já preocupa pela velocidade de expansão.
Dados do Sistema Global de Informações sobre Incêndios (GWIS) apontam 163 milhões de hectares queimados de janeiro até 6 de maio, contra média histórica de 110 milhões para o período entre 2012 e 2025. A superfície destruída já supera o recorde anterior em 20%.
O pesquisador Theodore Keeping, do Imperial College London, classificou a situação como prenúncio de um período particularmente severo, com projeção de agravamento nos próximos meses.
Região africana e padrões climáticos
A tendência de altas áreas queimadas também se confirma no continente africano, especialmente em países do oeste, onde índices históricos vêm sendo registrados. Esse cenário é alimentado pelo que especialistas chamam de chicote climático, que alterna chuvas intensas com secas severas que favorecem incêndios.
A explicação envolve fenômenos que elevam a vegetação a níveis de risco elevados, tornando as savanas mais propensas a combustões rápidas e descontroladas. A dinâmica climática local aumenta a vulnerabilidade de ecossistemas já sob pressão.
El Niño e impactos previstos
Especialistas destacam a iminente chegada de um El Niño de forte intensidade, o que pode elevar ainda mais o risco de incêndios perigosos. Se confirmado, ambientes extremamente quentes e secos podem surgir em áreas críticas, incluindo a Amazônia, noroeste dos EUA, Canadá e Austrália.
A previsão de intensificação do fenômeno reforça a preocupação com a capacidade de resposta de políticas públicas, sistemas de monitoramento e estratégias de mitigação para reduzir danos humanitários, econômicos e ambientais.
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