- O congelamento de óvulos surge como opção para quem quer adiar a gravidez e manter mais escolhas, segundo ginecologistas em painel no São Paulo Innovation Week.
- Mulheres entre 35 e 45 anos enfrentam queda da reserva ovariana e maior risco de complicações na gravidez, destacando a importância da decisão com antecedência.
- A melhor janela para pensar no congelamento seria aos 30 anos, quando é feita a avaliação da reserva ovariana para decidir entre congelar ou não.
- O freezing de óvulos não evita os efeitos da idade nem garante gravidez, mas amplia a possibilidade de escolha, incluindo casos de doença como câncer que prejudica a fertilidade.
- O São Paulo Innovation Week ocorre até sexta-feira, 15, com debates gratuitos em diversos espaços da cidade e atividades que continuam em fins de semana nos CEUs.
O congelamento de óvulos surge como alternativa para preservar o direito de escolha das mulheres. Em painel durante o São Paulo Innovation Week, especialistas explicaram que a prática pode ampliar as opções reprodutivas mesmo diante do envelhecimento ovariano.
O tema foi apresentado por ginecologistas em debate que abordou quando considerar o congelamento, quem pode se beneficiar e quais limitações existem. As especialistas destacaram que a reserva ovariana cai mais acentuadamente a partir dos 35 anos, aumentando dificuldades para engravidar e riscos gestacionais.
Segundo a médica Melissa Cavagnoli, o ovário mantém potencial reproductivo ainda em idades anteriores, mas o tempo do corpo é mais rápido que o planejamento de vida. Ela reforçou que a decisão pela preservação não substitui a cura ou o tratamento de problemas de saúde.
Já Viviane Monteiro apontou que o congelamento não garante gravidez, nem anula o efeito da idade. Mesmo assim, a medida amplia a margem de escolha da mulher, especialmente para quem precisa adiar a maternidade por carreira ou fatores pessoais.
Especialistas destacaram que o melhor momento para pensar no congelamento costuma ser aos 30 anos, com avaliação da reserva ovariana para entender quantidade e qualidade dos óvulos. A partir disso, a mulher pode decidir manter ou não a opção futura.
A discussão também tratou de situações médicas que elevam a relevância da técnica, como tratamentos oncológicos que afetam a fertilidade. Em casos de câncer, os óvulos podem ser preservados antes de iniciar terapias adjuntas.
O evento encerra hoje a programação no Pacaembu e na Faap, com continuidade em quatro CEUs ao longo do fim de semana. A entrada é gratuita e por ordem de chegada, conforme a lotação dos espaços.
O São Paulo Innovation Week, promovido pelo Estadão em parceria com a Base Eventos, reúne debates com nomes como Marcelo Gleiser, Maria Homem e Ivair Gontijo. O objetivo é apresentar inovações que impactam a vida das pessoas no dia a dia.
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