- A doença celíaca afeta mais de dois milhões de brasileiros, e oito em cada dez não sabem do diagnóstico.
- Os sintomas vão além de gastrointestinais e podem impactar crescimento infantil e fertilidade.
- O diagnóstico precoce e a dieta sem glúten são fundamentais para a qualidade de vida.
- O problema é subdiagnosticado por sinais pouco específicos, desinformação e dificuldade de acesso a especialistas.
- Exames de sangue, como o anti-transglutaminase IgA, ajudam a detectar a doença e orientar a investigação clínica.
A doença celíaca, reação do sistema imune ao glúten, afeta mais de 2 milhões de brasileiros. Apesar da gravidade potencial, 8 em cada 10 não sabem do diagnóstico. A condição pode comprometer o crescimento infantil, a fertilidade e a saúde geral quando não tratada.
Sintomas vão além do intestino. Além de diarreia e dor abdominal, há anemia, fadiga, alterações de humor e dificuldades de crescimento na infância. A falta de diagnóstico leva a atrasos no tratamento e a prejuízos à qualidade de vida.
A doença tem base genética e envolve inflamação intestinal causada pela exposição ao glúten, presente em trigo, cevada e centeio. Mesmo sem sintomas clássicos, a doença pode estar presente e causar danos ao longo do tempo.
Sintomas e diagnóstico
Manifestações menos óbvias dificultam a identificação. Em crianças, déficit de crescimento pode ocorrer devido à má absorção de nutrientes. Na vida adulta, reduções da fertilidade e irregularidades menstruais podem aparecer, especialmente em mulheres.
A gravidade dos sintomas é variada e pode ser silenciosa. A detecção precoce evita deficiências nutricionais e danos prolongados à absorção intestinal, contribuindo para a recuperação quando a restrição ao glúten é iniciada.
Exames e confirmação
O diagnóstico parte da avaliação clínica e do histórico do paciente. Exames de sangue são fundamentais na triagem, com o teste de anticorpos anti-transglutaminase IgA entre os principais marcadores.
Testes laboratoriais orientam a investigação, especialmente em sinais atípicos. Quanto mais cedo o diagnóstico ocorre, maiores as chances de prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida.
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