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Mineração espacial de hélio-3 e asteroides pode mudar o futuro da energia

Mineração espacial ganha destaque no SPIW; Vale aponta hélio-3 e outros minerais como complemento à mineração tradicional diante de demanda futura

Hélio-3 e asteroides: a mineração espacial pode mudar o futuro da energia
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  • O vice-presidente executivo técnico da Vale, Rafael Bittar, participou do São Paulo Innovation Week para discutir o papel dos minerais na tecnologia, IA e o futuro da mineração espacial.
  • A Vale foi a única empresa de mineração presente no evento, ressaltando que a base da inovação está nos minerais e que sem ferro, cobre, aço e lítio não haveria tecnologia atual.
  • Bittar alertou que, nos próximos vinte e cinco anos, o mundo consumirá a mesma quantidade de cobre encerrando o período entre 1900 e 2025, em uma única geração, além de depender de minerais na transição energética.
  • Yuri Ramos, do MIT, reforçou que descarbonização é essencial e destacou IA, ciências da vida e descarbonização como temas centrais na pesquisa universitária.
  • Sobre mineração fora da Terra, a palestra explorou que asteroides, Marte e a Lua possuem minerais estratégicos; o hélio-3 na Lua é citado como potencial viável para fusão nuclear, mas a Vale afirmou que não pretende ingressar em consórcios aeroespaciais no momento, mantendo foco no que já atua hoje.

A Vale participou do São Paulo Innovation Week com o tema da base mineral da inovação. O vice-presidente executivo técnico, Rafael Bittar, e o diretor do MIT Industrial Liaison Program, Yuri Ramos, apresentaram a relação entre minerais, tecnologia e o futuro da mineração espacial. A palestra teve foco em como substâncias como aço, cobre, ferro e lítio sustentam dispositivos modernos e avanços como IA.

Segundo Bittar, a inovação depende diretamente de minerais estratégicos, que dão suporte a smartphones, computadores e sistemas de IA. O executivo destacou que a demanda global deverá crescer nos próximos 25 anos, impondo uso de grandes quantidades de cobre e outros metais para a transição energética.

Ramos, do MIT, reforçou a necessidade de descarbonizar a economia para evitar impactos na tecnologia. Para ele, inteligência artificial, ciências da vida e descarbonização são temas centrais na pesquisa universitária hoje. A parceria entre tecnologia e mineração é apresentada como crucial para o desenvolvimento.

A relação entre mineração e IA ficou evidente na prática da Vale. A empresa utiliza modelos de linguagem para vasculhar documentos de jazidas brasileiras, acelerando a identificação de depósitos potenciais. O objetivo é otimizar etapas desde a descoberta até a operação.

Bittar destacou a vantagem brasileira na cadeia de elementos químicos: disponibilidade de materiais na tabela periódica e quantidade suficiente de recursos. Ramos comentou que as matrizes energéticas do Brasil despertam interesse de parceiros estrangeiros pela diversidade de minerais.

Mineração espacial e o futuro

O tema sobre mineração fora da Terra ganhou destaque na palestra, com foco em hélio-3, cobalto, manganês e alumínio presentes no espaço e na Lua. O elemento hélio-3, visto como potencial combustível de fusão limpa, é citado como exemplo de alto valor agregado.

Bittar, em entrevista ao TecMundo, afirmou que a Vale recebeu convites para integrar consórcios aeroespaciais, mas prefere priorizar o que já está em operação. A empresa quer acompanhar o ritmo global de desenvolvimentos sem se comprometer hoje com extração espacial.

Mesmo com planos de bases lunares entre EUA e China, o executivo mantém o tom cauteloso: não há evidências de que a mineração espacial disputará com a mineração tradicional a curto prazo. Ainda assim, a tendência demanda acompanhamento constante.

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