- A OMS estima que 22,1 milhões de mortes estejam associadas à pandemia de COVID-19 entre 2020 e 2023, três vezes o total oficialmente registrado (cerca de 7 milhões).
- O cálculo considera mortes excedentes em relação às projeções históricas e inclui óbitos por agravamento de outras condições decorrentes da sobrecarga dos sistemas de saúde.
- 2021 foi o ano com maior excesso de mortes, 10,4 milhões, impulsionado pela variante Delta e pela pressão sobre hospitais e serviços de saúde.
- No fim de 2025, apenas 18% dos países relatavam dados de mortalidade à OMS dentro de um ano; quase um terço nunca informou causas de morte.
- Cerca de um terço dos países atende aos padrões de dados de alta qualidade, enquanto metade tem dados de baixa qualidade ou nenhum dado, o que dificulta monitorar tendências e planejar respostas.
O relatório World Health Statistics 2026 da Organização Mundial da Saúde aponta que 22,1 milhões de mortes estão associadas à pandemia da Covid-19 entre 2020 e 2023. O total é três vezes maior do que o divulgado oficialmente pelos governos, em torno de 7 milhões.
A metodologia envolve o cálculo de excesso de mortes, ou seja, a diferença entre o número efetivo de óbitos no período e as mortes esperadas com base em tendências anteriores à pandemia. Também inclui pessoas que morreram por outras causas devido à sobrecarga dos sistemas de saúde.
O dado aponta ainda que o ano com maior superávit de mortes em relação ao informado foi 2021, com 10,4 milhões de óbitos em excesso. Esse impacto está ligado à variante Delta e à pressão extrema sobre hospitais e serviços de saúde.
Lacunas de dados e impactos
No fim de 2025, apenas 18% dos países reportavam dados de mortalidade à OMS dentro de um ano. Quase um terço nunca reportou dados sobre causas de morte.
A maior parte dos países não atende aos critérios de qualidade exigidos pela OMS: apenas um terço cumpre padrões de alta qualidade, enquanto cerca de metade tem informações de baixa qualidade ou ausentes.
Essa falta de dados compromete o monitoramento de tendências em tempo real, a comparação entre países e a elaboração de respostas de saúde pública. Diretor da área de dados da OMS ressalta a necessidade de melhorar a qualidade e a consistência das informações.
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