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Tailândia, canaviais queimados viram armadilhas para filhotes de gato-leopardo

Mais de cinquenta filhotes de gato-leopardo são acolhidos em centro de resgate no nordeste da Tailândia, após queimadas em canaviais, sinalizando aumento de atendimentos e impactos das políticas públicas

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  • Mais de cinquenta filhotes de gato-leopardo estão no centro de resgate de Khon Kaen, nordeste da Tailândia, após serem resgatados de plantações de cana queimada.
  • A temporada de queimadas vai de dezembro a abril; as plantações oferecem abrigo e presas, mas podem virar letais para os filhotes, que costumam ser encontrados sozinhos e com pelo queimado.
  • Desde 2023, as admissões aumentaram de cerca de dez por ano para entre quarenta e sessenta e cinco; fatores incluem fragmentação de habitat, alto fogo e denúncia facilitada pela linha direta de fauna.
  • A taxa de sobrevivência dos filhotes em 2026 alcançou oitenta por cento, frente a cerca de quarenta por cento em anos anteriores, possivelmente devido à denúncia mais rápida e a menos ferimentos graves.
  • Regulamentos do governo sobre queima agrícola incluem multas mais altas, monitoramento por satélite e subsídios a práticas alternativas; dados de satélite indicaram queda inicial de queimadas, mas houve aumento até abril de 2026, com esforços para liberar os animais em floresta protegida em junho.

O centro de resgate da vida silvestre deKhon Kaen, no nordeste da Tailândia, abriga mais de 50 filhotes de gato-leopardo que foram salvos de plantações de cana-de-açúcar queimada. Os animais chegam desnutridos, com pelos queimados e bigodes chamuscados. A equipe trabalha para estabilizá-los e reabilitá-los.

Os filhotes são mantidos em gaiolas para os mais jovens e, conforme crescem, passam para instalações maiores. O centro é operado pelo Departamento de Parques Nacionais, Vida Selvagem e Conservação de Plantas (DNP). Diversos filhotes já receberam atendimento veterinário intensivo.

A organização Mongabay reporta que a maioria dos filhotes é encontrada sozinha, debilitada em plantações ou florestas próximas. O fogo é comum no fim do ano, entre dezembro e abril, quando produtores queimam áreas para limpeza rápida.

Causas e impactos

Rattapan Pattanarangsan, gerente de conservação da divisão tailandesa da Panthera, diz que filhotes não costumam escapar dos incêndios, ficando para trás quando as mães fogem. O fogo reduz presas, degrada o habitat e pode levar leopardos a deslocarem territórios.

Especialistas apontam que a prática, embora comum, está ligada à repressão de queimadas. Em 2025-2026 houve variação no volume de incêndios, com queda em áreas agrícolas, mas aumento em florestas. As mudanças climáticas, contudo, podem manter a tendência de fogo.

Aumento no resgate de leopard cat cubs ocorreu desde 2023, passando de cerca de 10 para entre 40 e 65 por ano. A intensificação pode refletir fragmentação de habitat, maior atuação da linha direta para denúncias e maior alcance de telemetria.

Dados recentes e projeções

Em 2026, o resgate de filhotes continua alto, com mais de 50 animais abrigados. A taxa de sobrevivência dos filhotes salvos subiu para cerca de 80%, frente a aproximadamente 40% em anos anteriores. Isso pode estar ligado à atuação da linha direta de animais silvestres.

Regulamentações agrícolas, incluindo multas mais rigorosas e monitoramento por satélite, foram implementadas para reduzir queimadas. Até janeiro de 2026, 90% da cana-de-açúcar comprada por usinas vinha de áreas sem fogo.

O início da última temporada de queimadas, em 2025-2026, mostrou queda de atividade relacionada a cana no sudeste, segundo dados de GISTDA. No entanto, até abril de 2026 o fogo aumentou, principalmente por motivos florestais após anos de supressão.

O diretor da Divisão de Controle de Incêndios do DNP, Mana Permpool, cita padrões climáticos, política de queima zero em fevereiro e março e acúmulo de biomassa como fatores para o comportamento recente dos incêndios. O número de animais afetados por fogo não é limitado aos leopardo-cat.

Perspectivas para a reintrodução

Os filhotes mais velhos participam de treinamentos comportamentais em áreas maiores, simulando a caçada e a vida selvagem. Os animais devem ser devolvidos a uma floresta protegida nas proximidades em junho, segundo a equipe do centro.

O esforço conjunto entre o centro de resgate, autoridades civis e ONGs busca monitorar a recuperação dos leopard cats e reduzir o impacto das queimadas na região nordeste. A situação permanece sob observação com foco na conservação a longo prazo.

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