- O governo brasileiro busca criar uma infraestrutura própria de inteligência artificial para reduzir a dependência de supercomputadores e hardware externo, com protótipos nacionais de placas processadoras que podem virar GPUs voltadas à IA.
- O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações negocia cooperação com a Europa, Índia e China para desenvolver arquiteturas menores de computadores de alto desempenho até 2027.
- Universidades e centros de pesquisa já formam um ecossistema relevante em IA, mas precisam de mais infraestrutura e investimentos para acompanhar o setor privado e a concorrência externa.
- O PBIA, Plano Brasileiro de Inteligência Artificial, prevê quarenta e quatro ações com um investimento de R$ 23 bilhões entre 2024 e 2028, em cinco eixos: infraestrutura, formação, IA para serviços públicos, inovação empresarial e governança da IA.
- O plano também enfatiza desenvolver ferramentas nacionais em português, melhorar a capacitação de mão de obra e treinar pesquisadores, com foco em utilizar infraestrutura de supercomputação voltada para IA.
O Brasil avança na criação de uma cadeia nacional de hardware voltada para IA. O governo articula cooperação internacional para infraestrutura de IA e já trabalha com protótipos nacionais de placas processadoras que deverão virar GPUs. O objetivo é reduzir a dependência de supercomputadores externos e ampliar a autonomia tecnológica.
O anúncio foi feito pelo secretário de Ciência e Tecnologia para a Transformação Digital do MCTI, Henrique Miguel. Ele afirmou que a iniciativa pretende estruturar uma arquitetura de HPC mais compacta, com ênfase em padrões abertos, por meio de parcerias com a Europa, a Índia e a China. A expectativa é ter resultados até 2027.
Segundo o secretário, os primeiros protótipos nacionais já começaram a surgir e devem ser convertidos em GPUs dedicadas a IA. Essas peças seriam conectadas para formar uma estrutura semelhante a um mini HPC, com foco em uso científico e educacional no Brasil.
Além disso, Henrique Miguel destacou o papel das universidades e centros de pesquisa no ecossistema de IA. Ele citou a UFG como exemplo de integração entre academia e setor privado, com parcerias recentes envolvendo grandes empresas do setor.
PBIA e investimentos
O PBIA, Plano Brasileiro de Inteligência Artificial, prevê a formação de mão de obra especializada e a expansão do acesso à tecnologia. O plano reserva recursos para infraestrutura de supercomputação voltada para IA e para ações de implementação em cinco eixos.
O orçamento do PBIA soma 23 bilhões de reais entre 2024 e 2028. Os eixos abrangem desenvolvimento de IA, formação, melhoria de serviços públicos, inovação empresarial e governança regulatória da IA.
O governo afirma que o objetivo é ampliar a capacidade de treinamento de pesquisadores e tornar soluções de IA mais próximas da realidade brasileira, com ferramentas nacionais preferencialmente em português.
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