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Governo Lula planeja ampliar data centers com energia limpa

Governo planeja ampliar data centers com energia renovável, investindo 23 bilhões em IA e indústria, mas alerta risco de sobrecarga regional da rede

Uma das estratégias do governo é incentivar estruturas menores de processamento, reduzindo a demanda energética e a necessidade de refrigeração; na imagem, o secretário Miguel Henrique no estúdio do Poder360
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  • Governo pretende expandir data centers no Brasil com uso de energia renovável para sustentar a IA sem sobrecarregar a matriz elétrica.
  • Plano prevê R$ 23 bilhões entre 2024 e 2028 e visa criar uma cadeia produtiva ligada à tecnologia e à energia limpa.
  • Estratégia é estruturada em cinco eixos: infraestrutura, capacitação, serviços públicos, inovação e governança.
  • Política mira estruturas menores de processamento, reduzindo consumo e refrigeração, com fontes como energia solar, bioenergia e baterias.
  • Há cautela técnica: não se pode concentrar todos os data centers; estudos não indicam risco imediato de apagão, mas existem desafios de escoamento no Nordeste.

O governo federal planeja expandir a infraestrutura de data centers no Brasil com foco em fontes renováveis. A ideia foi apresentada pelo secretário de Ciência e Tecnologia para a Transformação Digital, Henrique Miguel, em entrevista publicada pelo Poder360 em 8 de maio de 2026. O objetivo é sustentar o avanço da inteligência artificial sem sobrecarregar a matriz elétrica.

A estratégia integra um plano com R$ 23 bilhões para o período de 2024 a 2028. O financiamento visa desenvolver arquiteturas que ofereçam alto desempenho com baixo consumo, preferindo energia sustentável. O programa está dividido em ações imediatas e estruturantes, em cinco eixos.

Plano de data centers

  • infraestrutura: base tecnológica para a IA nacional;
  • capacitação: formação de profissionais especializados;
  • serviços públicos: melhoria do atendimento estatal;
  • inovação: incentivo à adoção da IA pelo setor privado;
  • governança: diretrizes regulatórias seguras para IA.

Miguel destacou que o Brasil tem vantagem competitiva por sua matriz energética diversa, com fontes como solar, bioenergia e baterias. A ideia é estimular estruturas menores de processamento para reduzir demanda energética e necessidade de refrigeração.

Contudo, o secretário ressalva a necessidade de cautela técnica. Se a demanda global por data centers crescer muito, pode haver pressão regional. Estudos do Ministério de Minas e Energia não indicam risco imediato de apagão para grandes projetos, mas o Nordeste já apresenta excedente de geração e desafios de escoamento.

O governo defende que a atuação seja mais ampla que oferecer terreno, energia e água. Segundo o secretário, é essencial estruturar uma cadeia produtiva completa, indo além do fornecimento básico a empresas estrangeiras.

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