- Governo pretende expandir data centers no Brasil com uso de energia renovável para sustentar a IA sem sobrecarregar a matriz elétrica.
- Plano prevê R$ 23 bilhões entre 2024 e 2028 e visa criar uma cadeia produtiva ligada à tecnologia e à energia limpa.
- Estratégia é estruturada em cinco eixos: infraestrutura, capacitação, serviços públicos, inovação e governança.
- Política mira estruturas menores de processamento, reduzindo consumo e refrigeração, com fontes como energia solar, bioenergia e baterias.
- Há cautela técnica: não se pode concentrar todos os data centers; estudos não indicam risco imediato de apagão, mas existem desafios de escoamento no Nordeste.
O governo federal planeja expandir a infraestrutura de data centers no Brasil com foco em fontes renováveis. A ideia foi apresentada pelo secretário de Ciência e Tecnologia para a Transformação Digital, Henrique Miguel, em entrevista publicada pelo Poder360 em 8 de maio de 2026. O objetivo é sustentar o avanço da inteligência artificial sem sobrecarregar a matriz elétrica.
A estratégia integra um plano com R$ 23 bilhões para o período de 2024 a 2028. O financiamento visa desenvolver arquiteturas que ofereçam alto desempenho com baixo consumo, preferindo energia sustentável. O programa está dividido em ações imediatas e estruturantes, em cinco eixos.
Plano de data centers
- infraestrutura: base tecnológica para a IA nacional;
- capacitação: formação de profissionais especializados;
- serviços públicos: melhoria do atendimento estatal;
- inovação: incentivo à adoção da IA pelo setor privado;
- governança: diretrizes regulatórias seguras para IA.
Miguel destacou que o Brasil tem vantagem competitiva por sua matriz energética diversa, com fontes como solar, bioenergia e baterias. A ideia é estimular estruturas menores de processamento para reduzir demanda energética e necessidade de refrigeração.
Contudo, o secretário ressalva a necessidade de cautela técnica. Se a demanda global por data centers crescer muito, pode haver pressão regional. Estudos do Ministério de Minas e Energia não indicam risco imediato de apagão para grandes projetos, mas o Nordeste já apresenta excedente de geração e desafios de escoamento.
O governo defende que a atuação seja mais ampla que oferecer terreno, energia e água. Segundo o secretário, é essencial estruturar uma cadeia produtiva completa, indo além do fornecimento básico a empresas estrangeiras.
Entre na conversa da comunidade