- A Anthropic planeja expandir no Brasil com foco no mercado corporativo e em indústrias interessadas em Claude e em agentes autônomos.
- O movimento foi apresentado por Henrique Savelli durante o AI Festival em São Paulo, com a empresa preparando oficinas para clientes brasileiros.
- Savelli afirmou que 90% do código atual da Anthropic é produzido por agentes baseados em Claude, sem ferramentas secretas.
- A companhia lançou produtos para ampliar automação: Claude Code, para desenvolvimento de software, e Claude Cowork, para equipes como vendas, jurídico e financeiro, além de oferecer “managed agents” para empresas.
- A empresa destaca privacidade e segurança: dados de clientes não são usados para treinar modelos, com opções de retenção zero e auditoria/observabilidade.
A Anthropic planeja acelerar sua atuação no Brasil, mirando principalmente clientes corporativos. Durante o AI Festival em São Paulo, Henrique Savelli descreveu como a empresa pretende estruturar a operação local e ampliar o uso de Claude e de agentes autônomos pelas organizações brasileiras.
Savelli, brasileiro e arquiteto de IA da Anthropic, destacou que o Brasil pode se tornar protagonista da próxima fase da IA no país. A companhia já sinalizou planos de abrir um escritório no Brasil após 2027, conforme roteirizado por Mike Krieger, cofundador do Instagram e hoje à frente do Anthropic Labs.
A empresa pretende iniciar a atuação no mercado brasileiro com foco em grandes clientes e indústrias interessadas em soluções baseadas em Claude e em ferramentas de agentes autônomos. O objetivo é acelerar a adoção por meio de workshops durante o festival.
Avanço tecnológico interno
No palco, Savelli afirmou que a transformação já ocorre dentro da própria Anthropic. Segundo ele, 90% do código produzido hoje é escrito por agentes de IA baseados em Claude. A explicação é de que a evolução não depende de ferramentas secretas, mas de tecnologia pública utilizada de forma gradual desde 2023.
Portal de entrada: o chatbot
A empresa vê o chatbot como porta de entrada para a IA nas organizações. De 2024 em diante, a Anthropic passou a buscar automação corporativa mais profunda, com recursos como os Artifacts para criar dashboards e conteúdos via chat. A ferramenta n8n também ganhou destaque na prática da empresa.
Apesar da evolução, Savelli disse que a dependência humana ainda era alta para atualizar artefatos. Em 2025, a companhia passou a investir em agentes que evoluem junto com os modelos, reduzindo a necessidade de intervenções manuais.
Claude Code e o impacto interno
Foi lançado o Claude Code, solução voltada ao desenvolvimento de software que divide tarefas, executa etapas, verifica resultados e entrega código pronto. Savelli afirmou que todo o código do Claude Code é gerado pelo próprio Claude Code, com agentes que se atualizam sozinhos.
A velocidade de lançamento aumentou muito. Em six meses, Savelli destacou que a Anthropic já lançou mais de 100 produtos. A empresa busca levar esse conceito a áreas não técnicas, como vendas e jurídica, por meio do Claude Cowork.
O que muda para as empresas
Savelli apresentou o conceito de agentes com dois componentes: modelo e harness. O harness engloba infraestrutura, ferramentas e contextos necessários para a operação. A startup quer tornar essa camada mais simples para companhias, anunciando o conceito de managed agents, com a Anthropic hospedando a solução.
A proposta é permitir que empresas criem seus próprios agentes sem precisar manter infraestrutura. O serviço inclui observabilidade e sem deploy local, facilitando a adoção.
Privacidade e governança
A Anthropic reforçou que dados de clientes não são usados para treinar seus modelos. A empresa também oferece opções de retenção zero de dados, com ferramentas de auditoria e observabilidade para monitorar o uso interno de IA. Savelli ressaltou o foco em privacidade e segurança de dados corporativos.
Entre na conversa da comunidade