- Cientistas filtraram, nos cânions Ningaloo, na Austrália, um sifonóforo gigante de 47 metros, a 630 metros de profundidade, em formato de espiral.
- O registro foi feito pelo navio de pesquisa R/V Falkor com o veículo operado remotamente SuBastian.
- A criatura não é um único indivíduo: é uma colônia de milhões de clones chamados zooides, translúidos e interconectados que formam um organismo vivo.
- Possui bioluminescência vermelha, diferente de muitos abissais que brilham em azul ou verde, usada para atrair presas.
- O diâmetro do anel externo mede até 15 metros, reforçando que esse sifonóforo é uma das maiores criaturas já registradas no oceano.
Cientistas registraram a maior criatura marinha já observada em profundidade extrema. No intervalo de 630 metros, nos Cânions Ningaloo, na Austrália, um sifonóforo gigante foi filmado, medindo 47 metros e exibindo uma aparência translúcida com bioluminescência. A descoberta ocorreu durante uma expedição que utilizou veículos submarinos não tripulados.
O espécime foi capturado pelo navio de pesquisa Falkor, durante uma operação de mapeamento dos cânions submarinos Cape Range e Cloates. O registro confirma que a espécie supera qualquer animal conhecido em termos de extensão, superando a maior baleia azul, que chega a cerca de 30 metros.
O sifonóforo Apolemia é na verdade uma colônia de milhões de clones, chamados zooides, interligados e desempenhando funções específicas para manter a estrutura viva. Em formato de espiral, o conjunto forma uma “parede” na água, com tentáculos urticantes que ajudam na captura de presas.
A bioluminescência apresentada pelo espécime é vermelha, diferente do brilho azul ou verde comum em muitos seres abissais. A luz ajuda a atrair presas na escuridão total das profundezas, permitindo que a colônia flutue e caçe sem necessidade de perseguição ativa.
Durante a operação, o registro foi feito pelo ROV SuBastian, que utilizou lasers para medir o diâmetro do anel externo do sifonóforo, chegando a cerca de 15 metros. A equipe científica, liderada pela pesquisadora Nerida Wilson, confirmou as dimensões sem contato direto com o organismo.
A expedição destacou a importância de robôs submersíveis com capacidades de medição precisa para estudar organismos gelatinosos em ambientes de alta pressão. Mapear os cânions Ningaloo ajuda a entender como a vida prospera sob condições extremas de luz e pressão, contribuindo para a conservação da biodiversidade marinha profunda.
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