- O Instituto de Tecnologia e Liderança (Inteli) foi criado por André Esteves e Roberto Sallouti, com doação inicial de R$ 200 milhões, em 2022, e fica no terreno do IPT, no campus da USP, em São Paulo.
- O Inteli foi reconhecido como uma das instituições de ensino superior mais inovadoras do mundo, ocupando a 100ª posição no World University Rankings for Innovation, pela primeira vez incluindo o Brasil.
- A metodologia é 100% baseada em projetos (PBL), com quase 800 protótipos desenvolvidos em parceria com 115 organizações, gerando satisfação de cerca de 94%.
- O instituto oferece o maior programa de bolsas de uma instituição privada no Brasil, com cerca de 60 doadores financiando estudos de metade dos 706 alunos; há parcerias com empresas, fundações e pessoas físicas.
- Em 2025, 93% dos 136 alunos da primeira turma estavam empregados, e alguns criaram startups como Hakutaku, demonstrando conexão direta entre aprendizado e mercado.
O Instituto de Tecnologia e Liderança (Inteli) foi criado para enfrentar o gargalo de talentos em tecnologia no Brasil. Idealizado por André Esteves, chairman do BTG Pactual, e Roberto Sallouti, CEO do banco, o projeto nasceu em 2022 em São Paulo. A ideia foi transformar educação e mercado por meio de uma faculdade gratuita e orientada pela prática.
O Inteli acaba de ser reconhecido entre as instituições de ensino superior mais inovadoras do mundo. O ranking World University Rankings for Innovation classifica a instituição na 100ª posição, entre 500 avaliadas. O reconhecimento destaca a capacidade de transformar conhecimento em soluções de mercado.
A avaliação do Wuri enfatiza inovação aplicada. O Inteli figura entre as 24 categorias, em três eixos: quem, o que e como inovar, com desempenho de 10º lugar em aplicação industrial. A liderança do instituto é formada pela CEO Maira Habimorad e pela equipe de pesquisadores.
A proposta pedagógica é 100% baseada em projetos (PBL). Os alunos aprendem fazendo, em vez de seguir apenas aulas teóricas, com foco na entrega de soluções para empresas, ONGs e órgãos públicos. O método busca aproximar formação e demanda do mercado.
Em pouco mais de quatro anos, quase 800 protótipos foram desenvolvidos em parceria com 115 organizações, incluindo empresas, ONGs e órgãos públicos. Entre as parcerias estão Uber, Gerdau, Ambev, Google, Natura e Volkswagen. O índice de satisfação dessas colaborações é de cerca de 94%.
O Inteli oferece o maior programa de bolsas de uma instituição privada no Brasil, custeando mensalidades e vida estudantil. Hoje, cerca de 60 doadores apoiam metade dos 706 alunos em formação. A prática sem fins lucrativos é financiada por doações de empresas, fundações e pessoas físicas.
O campus fica no terreno do IPT, no campus da USP, fortalecendo o ecossistema de inovação aberta. O IPT Open promove a cooperação entre academia e mercado, com a expectativa de inaugurar um centro de engenharia do Google no local.
Profissionais e ex-alunos relatam impactos positivos da metodologia. Um relato de executivos de empresas regionais aponta que jovens do Inteli chegam preparados para reuniões e com atuação prática em projetos de tecnologia para negócios reais. A formação valoriza curiosidade, aprendizado contínuo e adaptabilidade.
Análises de mercado indicam que a conexão entre universidade, pesquisa aplicada e demanda produtiva é essencial para ciclos de inovação cada vez mais curtos. O Inteli surge como exemplo de modelo aberto, sem fins lucrativos, apoiado por uma rede de doadores e pela proximidade com o setor produtivo.
Entre os alunos da primeira turma, formada em 2025, 93% já estavam empregados ao término do curso. Outros 6% iniciaram seus próprios negócios, incluindo a startup Hakutaku, voltada a inteligência artificial, que já conta com participação de membros da equipe formada no Inteli.
O objetivo do Inteli é ampliar a formação de lideranças com conhecimento tecnológico para irrigar a sociedade com inovações e valores transformadores. A instituição ressalta que sua atuação não se limita à academia, mas integra o mercado para criar impacto social.
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