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Cinco mitos sobre vacinas que persistem, segundo especialistas

Especialistas desmentem mitos sobre vacinas e alertam para os riscos da desinformação à saúde pública no Brasil

Revista Malu
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  • Campanha de vacinação enfrenta desinformação nas redes, com conteúdos enganosos ganhando espaço e impactando a saúde pública.
  • Mito um: vacina da gripe causa gripe. Na prática, usa vírus inativados ou fragmentos virais; efeitos como dor no braço, cansaço ou febre baixa são respostas normais. A vacina trivalente protege grupos prioritários; há opção de dose elevada para 60 anos ou mais.
  • Mito dois: vacina tem substâncias tóxicas. Conservantes como timerosal são usados com limites seguros; cada ingrediente tem função específica e é avaliado por autoridades sanitárias.
  • Mito três: vacina chega rápido demais ao mercado. O processo envolve pesquisa, estudos, aprovação regulatória e monitoramento contínuo por farmacovigilância.
  • Mito quatro: se tomei no ano passado não preciso tomar de novo. A gripe muda anualmente e a formulação é atualizada; em 2026 houve atualização para cobrir variantes atuais, incluindo o H3N2, conforme boletins oficiais.
  • Mito cinco: gripe é doença simples e não precisa de vacina. A gripe pode causar complicações graves e internações; vacinação reduz risco para grupos de maior vulnerabilidade e ajuda no manejo clínico com diagnóstico e antivirais quando necessário.

Toda campanha de vacinação volta a ser contestada por desinformação nas redes sociais, segundo especialistas. A pauta destaca cinco mitos recorrentes sobre vacinas e orienta a população sobre os riscos da fake news para a saúde pública.

Especialistas afirmam que conteúdos enganosos mesclam termos científicos reais com interpretações incorretas, gerando dúvidas justamente no momento de ampliar a proteção. Drª Maria Isabel de Moraes-Pinto reforça a necessidade de contexto e tempo de explicação na saúde pública.

Conheça os principais mitos desvendados por infectologistas, com esclarecimentos baseados em evidências.

#### 1 – Vacina da gripe causa gripe

A explicação é simples: as vacinas usadas no Brasil contêm vírus inativados ou fragmentos virais, não o suficiente para provocar a doença. O que pode ocorrer são reações locais ou febre leve, típicas da resposta imunológica.

O público-alvo da campanha inclui idosos, gestantes, crianças, puérperas, profissionais de saúde e pessoas com comorbidades. Em hospitais privados, há ainda a influenza de dose elevada para 60 anos ou mais.

#### 2 – Vacina tem substâncias tóxicas

Boatos citam termos químicos fora de contexto. A Anvisa regula componentes como conservantes usados para evitar contaminação. Substâncias presentes nas vacinas possuem função específica, com quantidades controladas e avaliação rigorosa.

Guenael Freire destaca que a segurança depende de evidência científica, não de mensagens virais que circulam nas redes.

#### 3 – Ela chega rápido demais ao mercado

O processo envolve várias etapas: pesquisa, estudos clínicos, avaliação regulatória, controle de qualidade e monitoramento pós-uso. A farmacovigilância acompanha eventos adversos para ajustar recomendações.

Rosana Richtmann aponta que poucas soluções de saúde passam por tantas validações quanto as vacinas, com monitoramento contínuo após a implantação.

#### 4 – Se tomei no ano passado, não preciso tomar de novo

Para gripe, a composição da vacina é revisada anualmente para acompanhar variantes. Em 2026, a atualização incluiu o H3N2 para ampliar proteção.

Dados do boletim InfoGripe mostram mortes associadas ao H3N2 entre janeiro e março. A dose anual acompanha mudanças virais para manter eficácia.

#### 5 – Gripe é uma doença simples e não precisa de vacina

Embora muitos casos sejam leves, a gripe pode causar febre alta, dores, pneumonia e internações, especialmente em grupos de risco. Vacinação adequada reduz severidade e hospitalizações.

Os especialistas ressaltam que a confirmação laboratorial ajuda a diferenciar influenza de outras infecções respiratórias e orienta o uso de antivirais quando indicado.

A orientação comum é consultar fontes oficiais, como Anvisa e ministérios, para checar procedência das informações. Vacinar-se é uma medida que protege o indivíduo e a comunidade, reduzindo impactos no sistema de saúde.

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