- Maio Roxo alerta para diagnóstico precoce de doenças inflamatórias intestinais no Brasil; a estimativa é de cerca de 0,1% da população atingida.
- Sinais de alerta incluem diarreia persistente por mais de quatro semanas, dor abdominal constante, emagrecimento e anemia, que devem levar a avaliação médica.
- O diagnóstico costuma exigir colonoscopia, além de exames de imagem para verificar o intestino delgado.
- A doença de Crohn pode atingir qualquer parte do trato gastrointestinal, enquanto a retocolite ulcerativa afeta o reto e o cólon, atingindo principalmente a mucosa.
- O SUS disponibiliza protocolos e tratamento para DIIs; em casos graves pode haver necessidade de bolsa de colostomia; fatores de risco incluem estresse, alimentação ultraprocessada e tabagismo; o acesso a especialistas é desafio para diagnóstico precoce.
Maio Roxo ganha as manchetes para alertar sobre doenças inflamatórias intestinais (DIIs), com foco no diagnóstico precoce. A campanha é promovida pela Sociedade Brasileira de Coloproctologia e outras instituições, no mês de maio. O objetivo é dar visibilidade e orientar a população sobre as DIIs.
No Brasil, estima-se que cerca de 0,1% da população tenha alguma DII. A iniciativa reforça a importância de identificar sinais precocemente e buscar tratamento adequado, para evitar progressão da doença.
A inflamação intestinal costuma surgir sem causa definida e pode envolver Crohn ou retocolite ulcerativa. A Crohn pode afetar qualquer parte do trato gastrointestinal, já a retocolite afeta reto e cólon, com maior atuação na mucosa.
Diagnóstico
Sinais de alerta devem levar a avaliação especializada. Em geral, a colonoscopia é o exame-chave, mas imagens como tomografia ou ressonância ajudam quando o intestino delgado é atingido. O diagnóstico eficaz depende de avaliação clínica e exames complementares.
Entre as orientações, está a busca por coloproctologista ou gastroenterologista. A diferença entre as doenças amplia a compreensão: Crohn pode atingir toda a parede intestinal, enquanto a retocolite compromete principalmente a mucosa do reto e cólon.
Muitos tratamentos são compartilhados, porém alguns medicamentos são exclusivos para cada doença. Acesso a especialistas ainda é a maior entrave para diagnóstico precoce, destacando a necessidade de reduzir filas para colonoscopia.
Tratamento
O SUS estabelece protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas para DIIs, com fornecimento de medicamentos. Em casos graves, pode ser necessária uma bolsa de colostomia para coleta de fezes e gases.
Fatores de risco analisados globalmente incluem estresse, dieta ultraprocessada e tabagismo. Controles desses fatores podem contribuir para a redução do risco ou da intensidade dos sintomas.
Caso não haja disponibilidade de especialista, recomenda-se procurar a atenção primária para garantir diagnóstico e início do tratamento o mais rápido possível, evitando complicações.
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