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Parasita comum em cães pode afetar a saúde ocular humana, diz estudo

Estudo liga toxocaríase em tutores e cães à exposição ambiental e água não tratada, associando alterações oftálmicas em animais e humanos

Larvas de Toxocara canis vistas em microscopia, associadas à toxocaríase.
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  • Estudo com mais de 300 tutores e 200 cães, feito na região litorânea do sul do Brasil, investigou toxocaríase e alterações oculares.
  • Entre os tutores, 32,75% apresentaram anticorpos IgG anti-Toxocara; nos cães, a presença de ovos do parasite foi detectada em apenas uma pequena fração.
  • A exposição ambiental foi apontada como fator central para a disseminação, e a renda familiar mostrou associação com o risco de soropositividade.
  • Nos olhos, 86,5% dos cães apresentaram alguma alteração oftalmológica, com lesões crônicas e ceratopatia em manchas da Flórida; em tutores houve ao menos um caso sugestivo de toxocaríase ocular.
  • Os resultados reforçam a abordagem One Health, destacando a relação entre ambiente, pets e saúde humana, especialmente em áreas urbanas e litorâneas.

O estudo, publicado na Scientific Reports, analisa a toxocaríase, parasitose comum em cães, e suas possíveis implicações oftalmológicas em humanos. A pesquisa ocorreu em uma área litorânea do sul do Brasil e envolveu cães e seus tutores. Objetivo: entender como a exposição ao Toxocara spp. pode se manifestar em ambos.

A investigação envolve mais de 300 tutores e 200 cães, avaliando sorologia, fezes e aspectos oftalmológicos. Os resultados indicam alta prevalência de anticorpos IgG anti-Toxocara entre os tutores e participação relevante de alterações oculares em cães.

Entre os achados principais, a soroprevalência em tutores ficou na casa dos 32,75%. A detecção de ovos em fezes ou pelos foi pouco frequente nos cães, enquanto a exposição ambiental apareceu como fator central da transmissão.

A análise oftalmológica revelou que 86,5% dos cães apresentaram alguma alteração ocular, com lesões crônicas inespecíficas e casos de ceratopatia em manchas da Flórida. Em humanos, houve um caso com sinais sugestivos de toxocaríase ocular e, em outros, alterações compatíveis com lesões antigas.

Ambiente e hábitos influenciam o risco

A pesquisa aponta que o compartilhamento do ambiente facilita a exposição ao Toxocara spp. entre tutores e cães. Fatores de risco incluem contato com ambientes contaminados, consumo de água não tratada e condições socioeconômicas desfavoráveis.

Acesso controlado ao ambiente externo dos cães e medidas de higiene ambiental mostraram efeito protetor, reduzindo a exposição e a possibilidade de manifestações oculares.

Abordagem integrada de saúde

Os autores defendem a aplicação da abordagem One Health, que reúne saúde humana, animal e ambiental. Os dados sugerem que toxocaríase não deve ser avaliada isoladamente, especialmente em áreas costeiras e urbanas onde a circulação de parasitas pode ocorrer de forma silenciosa.

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