- Estudo aponta que os PFAS, chamados de “químicos eternos”, podem permanecer ativos por mais de três décadas após acidentes envolvendo incêndios e combustíveis.
- Essas substâncias podem contaminar solos, rios e sistemas de abastecimento de água sem detecção, com níveis em algumas áreas centenas de vezes acima do limite seguro.
- PFAS tendem a se acumular em organismos vivos e estão ligados a riscos de doenças hepáticas, colesterol alto, obesidade, alterações hormonais e alguns tipos de câncer.
- Acidentes antigos na Austrália, na década de noventa e na década de dois mil, com espumas de combate a incêndio, geraram contaminação em riachos e reservatórios décadas depois.
- A ausência de monitoramento específico facilita a passagem silenciosa da contaminação; especialistas defendem políticas mais rigorosas e melhores métodos de descontaminação.
O estudo divulgado aponta que os chamados PFAS podem permanecer ativos na água e no solo por décadas. Investigação ligada à revista Environment International identificou contaminação de água potável decorrente de acidentes com caminhões-tanque na Austrália. Espumas de combate a incêndios continham PFAS, ainda hoje detectados em riachos e reservatórios.
Resultados indicam que áreas com monitoramento fraco não exibem sinais imediatos da contaminação. Em várias localidades, os níveis atingem centenas de vezes o limite seguro para ecossistemas aquáticos. Pesquisadores destacam a persistência dessas substâncias mesmo após décadas.
O que são os PFAS
Os PFAS abrangem uma grande família de compostos usados há décadas em itens industriais e de consumo. Encontram-se em panelas antiaderentes, embalagens, tecidos impermeáveis, espumas de combate a incêndios e cosméticos.
Essas moléculas demonstram degradação extremamente lenta no ambiente. Além de permanecerem por longos períodos, acumulam-se em organismos vivos ao longo do tempo, gerando preocupação com a saúde humana e ambiental.
Incidentes na Austrália e impactos na água
O estudo analisa dois acidentes ocorridos nas décadas de 1990 e 2000, envolvendo caminhões-tanque na Austrália. Espumas de combate a incêndios eram a fonte de PFAS, segundo as análises.
Décadas após os eventos, contaminação foi encontrada em riachos e reservatórios ligados ao abastecimento público. Em algumas áreas, os níveis superaram muito o limiar de segurança para ecossistemas aquáticos.
Desafios e medidas
A pesquisa reforça a necessidade de monitoramento específico de PFAS na água potável. Especialistas ressaltam que a contaminação pode ocorrer mesmo sem eventos climáticos extremos ou alterações visíveis no ambiente.
A presença generalizada dessas substâncias sustenta discussões sobre controle industrial, políticas de uso e métodos de descontaminação. A adoção de regulamentações mais rigorosas e vigilância ampliada são apontadas como caminhos prioritários.
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