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Saúde bucal pode estar ligada a doenças graves, dizem Dr. Kalil e convidados

Bactérias da boca podem atingir artérias e válvulas cardíacas, elevando o risco de infarto e endocardite, segundo especialistas

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  • Bactérias da boca podem se espalhar pela circulação, atingindo artérias e aumentando o risco de infarto, angina e endocardite bacteriana.
  • A periodontite pode provocar inflamação sistêmica, com maior expressão de mediadores pró-inflamatórios e marcadores como a proteína C-reativa.
  • Bactérias bucais já foram identificadas dentro de placas de ateroma, que obstruem artérias coronárias.
  • A relação entre saúde bucal e cardiovascular foi discutida por Cláudio Pannuti e Cristina Villa, da Universidade de São Paulo, em entrevista com Dr. Roberto Kalil Filho para o Sinais Vitais.
  • A doença periodontal é um fator de risco cardiovascular, mas as doenças do coração têm múltiplas causas; manter a saúde bucal pode beneficiar pacientes com risco cardiovascular e com diabetes.

O cuidado com a saúde bucal pode influenciar a saúde do coração, segundo especialistas ouvidos pelo Dr. Roberto Kalil Filho. Em entrevista para o programa Sinais Vitais, periodontistas da USP explicam como as bactérias da boca podem alcançar o sistema circulatório.

Conforme os especialistas, quadros como a periodontite geram inflamação sistêmica. Esse processo aumenta mediadores pró-inflamatórios no organismo, elevando o risco de doenças cardiovasculares. Pesquisas indicam maior expressão de marcadores inflamatórios, como a proteína C-reativa.

Bactérias da cavidade bucal já foram encontradas em placas de ateroma, que obstruem artérias coronárias. Dr. Kalil destaca que essas bactérias podem chegar a placas de gordura no coração, associando-se a eventos como infarto.

A endocardite bacteriana também é citada como uma possibilidade grave quando bactérias entram na circulação e atingem as válvulas cardíacas. A conversa com os especialistas reforça que a origem bucal é relevante em muitas endocardites.

Entre os participantes, Cláudio Pannuti, da Faculdade de Odontologia da USP, ressalta que o quadro inflamatório periodontal vai além da gengiva. Ele aponta que a condição pode facilitar hipertensão e aterosclerose, contribuindo para eventos cardíacos.

Cristina Villa, também professora da USP, enfatiza a natureza multifatorial das doenças cardiovasculares. Ela destaca que fatores como colesterol alto, diabetes, tabagismo e obesidade coexistem com a periodontite como risco relevante.

Doença periodontal como fator de risco

A especialista ressalta a importância de reconhecer a boca como parte do corpo. Infecções bucais, especialmente a periodontite, geram inflamação sistêmica que pode afetar o coração. Pacientes com risco cardiovascular ou com diabetes podem se beneficiar do controle das doenças periodontais.

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