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Infiltração precoce em imóveis novos: causas e impactos

Infiltração precoce em imóveis novos ocorre por falhas na impermeabilização e na execução; especialistas alertam riscos e direitos do morador

Impermeabilização mal executada pode comprometer acabamentos, estruturas e até a saúde dos moradores
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  • Infiltração precoce pode ocorrer em imóveis novos devido a falhas de impermeabilização, erro de execução e uso inadequado de materiais; as normas da ABNT (NBR 9575 e NBR 9574) orientam projeto, execução e manutenção.
  • Sinais comuns: manchas de umidade, bolhas na pintura, descascamento, odor de mofo e até gotejamento, com maior atenção em áreas como janelas, ralos e áreas externas.
  • Causas frequentes incluem cura insuficiente do concreto, detalhamento inadequado e má execução de impermeabilização em lajes, juntas e encontros entre estruturas. A impermeabilização precisa ser planejada desde o início do projeto.
  • Solução envolve identificar a origem do problema e contar com profissional especializado; pode ser necessário refazer a impermeabilização e remover revestimentos comprometidos, visando evitar custos maiores no futuro.
  • Direitos do morador: exigir garantias contratuais de impermeabilização e documentação técnica da obra; a correção pode ficar a cargo do locador ou do condomínio, conforme o caso.

Regiões recém-construídas enfrentam infiltração precoce, sinal de entrada de água ou umidade em paredes, pisos e tetos. Bolhas, manchas e odor de mofo aparecem em imóveis novos, não apenas nos mais antigos, segundo especialistas.

Segundo o professor Peter Ribon Monteiro, falhas de execução, uso inadequado de materiais e a falta de tempo para preparo das estruturas ajudam o problema a surgir cedo. A impermeabilização funciona como proteção essencial da edificação.

Sérgio Guerra, da Soprema Brasil, ressalta que áreas expostas à água, como banheiros, cozinhas, lavanderias e coberturas, exigem projetos bem feitos de impermeabilização. A norma ABNT orienta projeto, execução e manutenção.

A impermeabilização deve ser pensada desde o projeto. Detalhar áreas suscetíveis, indicar os impermeabilizantes adequados e acompanhar a cura dos materiais evita infiltrações futuras, dizem os especialistas.

Entre as causas comuns estão cura insuficiente do concreto, aplicação incorreta dos materiais e falhas no detalhamento de pontos críticos, como lajes e juntas. Tratam-se de etapas essenciais da obra.

Sinais iniciais costumam incluir manchas, bolhas, descascamento, gotejamento e odores de mofo, especialmente perto de janelas, ralos e áreas externas. Rodapés, paredes e tetos devem ser verificados.

Os impactos vão além do aspecto estético: infiltração pode comprometer estruturas de concreto, metal e madeira e gerar danos a vizinhos. O síndico e zeladores devem ser informados sobre o problema.

Para resolver, é preciso identificar a origem, a parede afetada, se é interna ou externa e se o vazamento vem de encanamento ruim ou de impermeabilização mal executada. Profissionais especializados são recomendados.

Os direitos do morador envolvem garantias contratuais sobre impermeabilização. Solicitar documentação técnica, memorial descritivo e laudos de controle de qualidade ajuda a assegurar a correção.

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