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Por que perdemos o paladar no resfriado, segundo a ciência

Congestão nasal reduz moléculas que ativam o olfato retronasal, diminuindo o sabor mesmo com o gosto básico funcionando

Nariz – depositphotos.com / HayDmitriy
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  • Durante o resfriado, a congestão nasal impede a passagem de moléculas voláteis até o epitélio olfativo, reduzindo o olfato retronasal e o sabor complexo.
  • A língua ainda reconhece os gostos básicos (doce, salgado, azedo, amargo e umami), mas o cérebro recebe menos informações sensoriais, deixando os alimentos menos identificáveis.
  • O sabor, entendido como construção cerebral, depende da combinação de olfato, tato e memória; nesse contexto, o nariz atua como protagonista oculto.
  • A mucosa nasal inflama, o muco aumenta e a passagem de ar fica mais estreita, diminuindo a chegada das moléculas aromáticas ao nariz.
  • As regiões de integração sensorial do cérebro, como o córtex orbitofrontal, recebem menos sinais olfativos, reduzindo a experiência de sabor mesmo com a percepção de gosto intacta.

Durante um resfriado comum, muitas pessoas percebem que o paladar fica diferente, com a comida parecendo sem graça. Do ponto de vista científico, a língua ainda funciona; o que muda é o sistema olfativo, central na experiência de sabor.

Quando há congestão, o bloqueio físico das vias aéreas reduz a passagem de ar e de moléculas voláteis até o epitélio olfativo. O resultado é que o cérebro recebe menos informações sensoriais, fazendo com que alimentos conhecidos soem diferentes.

Gosto e sabor não são a mesma coisa. O gosto envolve as papilas gustativas na língua, com cinco tipos básicos. O sabor é construção cerebral que integra olfação, tato, temperatura e memória, dando identidade aos alimentos.

Durante a mastigação, moléculas voláteis sobem pela via retronasal até o nariz, permitindo que o olfato contribua para o sabor. O bulbo olfativo processa esses sinais e, junto a áreas de memória, cria a percepção completa do alimento.

No resfriado, a mucosa nasal incha e a produção de muco aumenta, estreitando as vias aéreas. Assim, menos moléculas aromáticas chegam ao epitélio olfativo, reduzindo a percepção olfativa e deixando o alimento com menos nuances.

O cérebro, por sua vez, integra olfato, gosto e tato por meio do córtex orbitofrontal. Com o olfato comprometido, a experiência sensorial fica reduzida, mantendo apenas doçura, acidez e temperatura como pistas mais evidentes.

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