- Cefaleia em salvas é uma dor de cabeça extremamente forte e unilateral, geralmente ao redor dos olhos, com crises que vão de quinze minutos a três horas e podem ocorrer várias vezes ao dia em períodos de salvas.
- Os sintomas costumam incluir lacrimejamento, vermelhidão no olho, congestão nasal e agitação; ao contrário da enxaqueca, o paciente tende a não ficar parado.
- As causas exatas não são totalmente conhecidas, mas há relação com alterações no hipotálamo; gatilhos incluem álcool, tabagismo e mudanças no sono; o diagnóstico é clínico, feito por neurologista.
- O tratamento oferece alívio rápido com oxigênio de alta concentração e medicamentos específicos, além de opções terapêuticas para reduzir a frequência e a intensidade das salvas.
- Em maio, datas como o Dia Nacional de Combate à Cefaleia destacam a importância do diagnóstico correto e do acompanhamento médico para melhorar a qualidade de vida.
Entre os diferentes tipos de dor de cabeça, a cefaleia em salvas é uma das mais intensas e incapacitantes. Crises ocorrem repetidamente, geralmente em um dos lados da cabeça, ao redor dos olhos.
As crises duram de 15 minutos a até três horas e podem ocorrer várias vezes ao dia, em semanas ou meses seguidos, chamados de períodos de salvas. Pacientes costumam descrevê-las como dor lancinante que surge rapidamente.
Diferentemente de outras cefalias, a salvas costuma provocar lacrimejamento, vermelhidão ocular, congestão nasal e agitação. O paciente geralmente não permanece quieto durante a crise, o que facilita o reconhecimento clínico.
Sintomas
A dor é unilateral e extremamente intensa. Além do desconforto, podem aparecer agitação e necessidade de movimentação constante. Em alguns casos, há sensação de peso no olho afetado.
A lacrimação e a congestão nasal são comuns no lado correspondente à dor. Vermelhidão ocular pode acompanhar o quadro. Esses sinais ajudam a diferenciar da enxaqueca, que costuma levar ao repouso.
Causas e diagnóstico
As causas exatas não são totalmente conhecidas. Há indicação de envolvimento de alterações no hipotálamo, área ligada ao relógio biológico. Fatores como álcool, tabagismo e alterações no sono podem provocar crises.
O diagnóstico é clínico e deve ser feito por um neurologista. A avaliação foca na história de crises, na localização da dor e nos sinais associados.
Tratamento
Para o alívio imediato, o oxigênio em alta concentração é eficaz, juntamente com medicamentos específicos. Em termos de prevenção, existem terapias que reduzem a frequência e a intensidade das salvas.
O manejo adequado depende de diagnóstico precoce e acompanhamento médico. O objetivo é controlar as crises e melhorar a qualidade de vida do paciente.
Dia Nacional de Combate à Cefaleia
O Dia Nacional de Combate à Cefaleia foi celebrado em 19 de maio. A data reforça a importância de reconhecer sinais, buscar diagnóstico correto e iniciar tratamento adequado para reduzir impactos na vida cotidiana.
Desse modo, dores intensas e recorrentes exigem atenção médica. Com acompanhamento adequado, é possível minimizar crises e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
Por Camila Crepaldi
Entre na conversa da comunidade